segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dando murro em ponta de faca...




Antes do estouro da boiada

Esses protestos quixotescos desconhecem que Renan é o cara e pt saudações


   
“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”.
Albert Einstein

Nem com a renúncia do Papa Renan se manca: ele é o cara
Dá pena ver um punhado de indignados sob o sol quente em perdidos protestos contra a glorificação de Renan Calheiros, o homem-chave de um acordo cafajeste que envolve a fina flor da casta política mandante e recalcitrante deste país acabrunhado.

Esses indignados que puseram a cara a tapa são raridades em nossas ruas, mais adequadas aos cordões das bolas pretas, aos galos das madrugadas, aos crentes na salvação em vida e aos coloridos protagonistas das exibições gays.
É verdade que um milhão e pico subscreveram o manifesto digital contra o retorno do ex-jovem comunista aos píncaros desse legislativo burlesco. Isto, porém, só indica que a internet é uma droga broxante, que serve mais para a auto-ilusão e o exercício da ficção de um sentimento confinado aos absorventes computadores.
José Renan Vasconcelos Calheiros é o cara. É o cara que faz o gosto da Dilma, do Lula, do FHC, do Aécio. Dos banqueiros, dos empreiteiros, e até dos políticos espertinhos que se fantasiam de mocinhos, mas que tratam apenas de manter esse “nicho do mercado eleitoral” como patamar para suas carreiras.
Não será o cara sempre, porque um dia acontecerá o estouro da boiada, como aconteceu no sacro Vaticano das mil e uma noites, mas neste exato momento é o político sob medida para presidir e manipular o Senado da República Federativa do Brasil.
                                        

Em 2007,essa brasileiense foi fundo com a
divulgação da amante que tinha sua
pensão paga por um empreiteira.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Vá procurar sua turma!...


Publicado em 24/02/2013

YOANI,
GO HOME !

Santayana agradece a “desinteressada” contribuição da blogueira limpa do Millenium.

Conversa Afiada reproduz artigo do JB online do sempre afiado Mauro Santayana sobre a nova ídola do Cae:

A ILHA, SEU POVO, SEU SONHO



por Mauro Santayana

Podemos  discordar do regime político de Cuba, que se mantém sob o domínio de um partido único. Mas é preciso seguir o conselho de Spinoza: não lisonjear, não detestar, mas entender. Entender, ou procurar entender. A história de Cuba – como, de resto, de quase todo o arquipélago do Caribe e a América Latina – tem sido a de saqueio dos bens naturais e do trabalho dos nativos, em benefício dos colonizadores europeus, substituídos depois pelos anglo saxões. 

E, nessa crônica, destaca-se a resistência e a luta pela soberania de seu povo não só contra os dominadores estrangeiros, mas, também, contra  seus vassalos internos.

Já se tornou  lugar comum lembrar que, sob os governos títeres, Havana se tornara o maior e mais procurado bordel americano. A legislação, feita a propósito, era mais leniente, não só com o lenocínio, e também  com o jogo, e os mais audazes gangsters de Chicago e de Nova Iorque tinham ali os seus negócios e seus retiros de lazer. E, mais: as mestiças cubanas, com sua beleza e natural sensualidade, eram a atração irresistível para os entediados homens de negócios dos Estados Unidos.

A Revolução Cubana foi, em sua origem, o que os marxistas identificam como movimento pequeno burguês. Fidel e seus companheiros, no assalto ao Quartel Moncada – em 1953, já há quase 60 anos – pretendiam apenas derrocar o governo  ditatorial de Fulgêncio Batista, que mantinha o país sob cruel regime policial,  torturava os prisioneiros e submetia a imprensa à censura férrea. A corrupção grassava no Estado, dos contínuos aos ministros. O enriquecimento de Batista, de seus familiares e amigos,  era do conhecimento da classe média, que deu apoio à tentativa insurrecional de Fidel, derrotada então, para converter-se em vitoria menos de 6 anos depois. Os ricos eram todos associados à exploração, direta ou indireta, da prostituição, disfarçada no turismo, e do trabalho brutal dos trabalhadores na indústria açucareira.

Foi a arrogância americana, na defesa de suas empresas petrolíferas, que se negaram a aceitar as novas regras, que empurrou o advogado Fidel Castro e seus companheiros, nos dois primeiros anos da vitória do movimento, ao ensaio de socialismo. A partir de então, só restava à Ilha encampar as refinarias e aliar-se à União Soviética.

Os americanos, sob o festejado Kennedy – que o reexame da História não deixa tão honrado assim – insistiram nos erros. A tentativa de invasão de Cuba, pela Baía dos Porcos, com o fiasco conhecido, tornou a Ilha ainda mais dependente de Moscou, que se aproveitou do episódio para livrar-se de uma bateria americana de foguetes com cargas atômicas instalada na Turquia, ao colocar seus mísseis a 100 milhas da Flórida, no território cubano.

A solução do conflito, que chegou a assustar o mundo com uma guerra atômica, foi negociada pelo hábil Mikoyan: Kruschev retirou os mísseis de Cuba e os Estados Unidos desmantelaram sua bateria turca, ao mesmo tempo em que assumiram o compromisso de não invadir Cuba – mas mantiveram o bloqueio econômico e político contra Havana. Enfim, ganharam Moscou e Washington, com a proteção recíproca de seus espaços soberanos – e Cuba pagou a fatura com o embargo.   

O malogro do socialismo cubano nasceu desse imbróglio de origem. Tal como ocorrera com a Rússia Imperial e com a China, em movimentos contemporâneos, o marxismo serviu como doutrina de empréstimo a uma revolução nacional. O nacionalismo esteve no âmago dos revolucionários cubanos, tal como estivera entre os social-democratas russos, chefiados por Lenine  e os companheiros de Mao.  

Os cubanos iniciaram reformas econômicas recentes,  premidos, entre outras razões, pelo fim do sistema socialista. Ao mesmo tempo tomaram medidas liberalizantes, permitindo as viagens ao exterior de quem cumprir as normas habituais. É assim que visita o país a dissidente Yoani Sánchez (que mantém seu blog na internet de oposição ao governo cubano) e é reverenciada pelos setores de direita. Ocorre que ela não é tão perseguida em Havana como proclama e proclamam seus admiradores. Tanto assim é que, em momento delicado para a Ilha, quando só pessoas de confiança do regime viajavam para o Exterior, ela viveu 2 anos na Suíça, e voltou tranquilamente para Havana.

É sabido que ela mantém encontros habituais com o escritório que representa os interesses norte-americanos em Cuba, como revelou o Wikeleaks. Há mais, ela proclama uma audiência que não tem, como assegura o sistema de registro mais confiável, o da Alexa.com. (citado por Altamiro Borges em seu site) em que ela se encontra no 99.944º lugar na audiência mundial, enquanto o modesto jornal O Povo, de Fortaleza, se encontra na 14.043ª posição, ou seja dispõe de sete vezes mais  seguidores do que Yoani. Há mais: ela afirma que tem 10 milhões de acessos por mês, o que contraria a lógica de sua posição no ranking citado.  O site de maior tráfego nos Estados Unidos é o do New York Times, com 17 milhões de acessos mensais.

Apesar de tudo isso, deixemos essa senhora defender o seu negócio na internet. É seu direito dizer o que quiser, mas não podemos tolerar que exija do Brasil defender os direitos humanos, tal como ela os vê, em Cuba ou alhures. Um dos princípios históricos do Brasil é o da não interferência nos assuntos internos dos outros países. O problema de Cuba é dos cubanos, que irão resolvê-lo, no dia em que não estiverem mais obrigados a se defender da intervenção dos estrangeiros, que vêm sofrendo desde que os espanhóis, ainda no século 16, ali se instalaram.  Foram substituídos pelos Estados Unidos, depois da guerra vitoriosa de Washington contra o frágil governo da Regente Maria Cristina da Espanha.  Enfim, o generoso povo cubano, tão parecido ao nosso, não teve, ainda, a oportunidade de realizar o seu próprio destino, sem as pressões dos colonizadores e seus sucessores.

Dispensamos os conselhos da Sra. Sánchez. Aqui tratamos, prioritariamente, dos direitos humanos dos brasileiros, que são os de viver em paz, em paz educar-se, e em paz trabalhar, e esses são os direitos de todos os povos do mundo. Ela, não sendo cidadã de nosso país, não deve, nem pode, exigir nada de nosso governo ou de nosso povo.  Dispensamos seus avisos mal-educados e prepotentes, e esperamos que  seja festejada pela direita de todos os países que visitará, à custa de seus patrocinadores (como o Instituto Millenium), iludidos pelo seu falso prestígio entre os cubanos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ainda se mata saudades...


A semana em que se brincou de Guerra Fria no Brasil

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admin
– 23 de fevereiro de 2013Posted in: Geral
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Era previsível: velha mídia instrumentalizou visita da cubana Yaoni Sanchez. Era previsível: pequenos grupos caíram na provocação…
Por Luís Nassif, em seu blog | Imagem: Maurits Escher

A visita da blogueira cubana Yoani Sanchéz ao Brasil, comprova: somos um país fantástico, o único do mundo livre que preserva suas tradições, sem medo do ridículo!

Parte do país está no século 21; há algumas manchas de século 19, nos rincões mais profundos. Mas a parte mais visível, a parte pública, está em plena… Guerra Fria. É como o japonês do Gordo e do Magro. Que ficou anos na trincheira, por não ter sido informado sobre o fim da Guerra.

É um regalo para os saudosistas, para os que cultivam a memória dos anos 60, o rock, a foto do Che.
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Em outros tempos, o Departamento de Estado norte-americano bancava Svetlana Alliluyeva, a filha de Stalin que abjurou o comunismo e a Rússia. Vivia-se o auge da guerra fria e da disputa entre dois modelos políticos.

Agora, em pleno 2013 (!), na era da Internet e das comunicações, na era da globalização, vinte e tantos anos após a queda do Muro de Berlim, após o desmanche da União Soviética, o país da saudade e da nostalgia revive… a Guerra Fria. Em vez do patrocínio nobre do Departamento de Estado americano à filha do maior ditador soviético, a fina flor dos exilados cubanos bancando a blogueira cubana Yoani que não quer deixar a ilha.

O grande fantasma comunista são dois velhinhos em final de vida, em uma ilha distante, que não representa ameaça nem aos seus vizinhos de fronteira e só interessa aos cubanos de Miami e – lógico – à fina flor da intelectualidade midiática brasileira.
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Monta-se um show formidavelmente ridículo, recorrendo a uma fórmula tão velha quanto andar para frente: provoca-se e, como dois e dois são quatro, atrai-se a ira de jovens radicais – sem nenhuma expressão política maior, a não ser colocar sua energia jovem para fora. Vinte jovens na faixa de vinte anos fazendo barulho. E, aí, senadores vetustos, colunistas indignados, comunicadores-humoristas alertam para o perigo da ditadura comunista, do fim da liberdade de expressão. Recria-se a velha guerra sem quartel do bem contra o mal na tenda espírita do Twitter.

Daqui a pouco o fantasma do Padre Peyton ressurgirá em um perfil do Facebook, amaldiçoando os corruptos da terra com a fantasma da excomunhão.
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Como lembrou Jair Fonseca, comentarista do meu blog: “na sociedade do espetáculo (a sociedade capitalista, segundo Debord) estamos em pleno reino do simulacro – a cópia da cópia, segundo Platão. Para Fredric Jameson, o pós-moderno é a lógica cultural do capitalismo tardio, com o retorno de fantasmagorias sob a forma da paródia e do pastiche. E não apenas na arte…”
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No dia em que um historiador se debruçar sobre esses tempos loucos, não perceberá diferença entre os alucinados do Twitter e a velha mídia. Constatará que o grande personagem desses tempos de realidade virtual é o professor Hariovaldo. Trata-se de um personagem fictício, que tem um blog representante dos “homens de bem”. Comparando com outros colunistas, o historiador terá enorme dificuldade em separar a paródia do parodiado.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Strike!...


Mais análises que desviam o foco do cerne da questão. Embora de indisfarçável incompetência técnica, o governo não fez populismo pelo populismo: ele apenas reprimiu o aumento da energia nestes dez anos para segurar o inevitável retorno da inflação, de uma forma diferente à que fhc fez em seu segundo mandato, com empréstimos junto ao FMI. E foram três durante 4 anos, que custou a perda da Presidência da República para os petistas.

A preocupação principal de lula, fhc, e qualquer outro governo que vier, é o de ser responsabilizado pelo retorno da inflação, porque esta como todo mundo sabe corrói salários e rendas de trabalhadores, que formam o grosso do mercado consumidor, e sem mercado consumidor não tem como escoar a super produção de manufaturados que a revolução industrial está criando!!! Os governos são reféns do retorno da inflação.

O Plano Real é uma bomba auto-destrutiva, de efeito retardado.
Inicialmente era ancorado em quatro âncoras para equilibrar oferta e demanda: 1. salários reprimidos e 2. juros altos, ambos para retirar dinheiro de circulação, 3. redução ou extinção de tarifas alfandegárias e 4. câmbio barato para aumentar a oferta de produtos de consumo na economia.

Ora, salários reprimidos formaram mercado consumidor incapaz de absorver toda a produção de manufaturados, a não ser que seja a crédito, com os maiores juros do planeta. Os juros, além de manter em permanente estado de endividamento as famílias, é o maior responsável pelo explosivo crescimento da dívida pública do país, e com esta, o inevitável retorno da inflação, como já havia acontecido no regime militar (e acabou gerando aquelas manifestações pelas eleições diretas já...)

Para piorar, a energia não é produto "de mercado", como a propaganda neoliberal pretende fazer crer, mas recurso da natureza, e esta pouco se importa com dinheiro. Então, se não se soma à nenhuma política de aumento de oferta, limita o sistema real e força, além do retorno da inflação, uma crise por falta de escoamento da superprodução de manufaturados, mas ao contrário, dar aos pobres a falsa sensação de poder aquisitivo e capacidade de comprar bugigangas. O Bolça-família é, sob este ponto de vista, subsídio governamental ao consumo, para minimizar os efeitos da super produção de bugigangas.

Estamos no limiar da pior crise da história do Brasil, e do mundo. 1929 foi a maior crise da história, até aqui, por conta da revolução industrial que a antecedeu. O maior crime do governo nestes últimos dez anos foi saber que o plano Real era inviável (o PT denunciava isto em 1994, que era só um plano eleitoreiro) e não fazer nada para preparar a população para a nova realidade que vai se impor. Lá se vão 20 anos de ilusão, tendo como recompensa a pulverização de recursos previdenciários e a desestruturação de serviços públicos e a ordem construída, bem ou mal, nas últimas décadas do século XX.

Serviço de inteligência, implantado metodicamente há muitíssimas décadas, e nada está ocorrendo por acaso.

Uma revolta pode ser espontânea; uma revolução jamais o é.
JACQUES BORDIOT, jornalista e escritor 

Strike do governo no setor de energia brasileiro.

Fonte:     Brasil Econômico                Local:     SP          Data:      21/02/2013
Autor:     Adriano Pires

O governo federal promoveu nos últimos dez anos um verdadeiro strike no setor de energia no Brasil. Para aqueles que não costumam jogar boliche o strike é aquela jogada na qual com um único  arremesso você derruba todas as peças. E o governo com uma única política baseada no populismo dos preços e na utilização política do setor conseguiu derrubar a segurança jurídica e a estabilidade regulatória do setor e consequentemente deixar o país vivendo o cenário do desabastecimento.

O primeiro a ser derrubado e hoje o mais visível para todos foi o do petróleo, tendo como a principal vítima a Petrobras. A derrubada teve inicio quando foi anunciada a descoberta do pré-sal, fato que levou ao fechamento do mercado de petróleo no país. De lá para cá não ocorreram mais leilões, o governo aprovou um novo marco regulatório intervencionista, os investimentos privados tomaram a direção de outros países, deixaram de ser gerados aqui uma enorme quantidade de empregos e a produção de petróleo estagnou, e a velocidade do pré-sal tem sido a de um carro mil.

 Nos combustíveis a derrubada também foi geral. O governo congelou os preços da gasolina e do diesel, estimulou o consumo e com isso o Brasil passou a importar cada vez mais todos os derivados de petróleo. O pior é que com esse aumento do consumo e das importações os prejuízos da Petrobras têm crescido de forma espetacular, da mesma forma que a dívida da empresa. Nunca na história deste país a Petrobras esteve numa situação tão ruim. Não satisfeito em derrubar a peça Petrobras, o governo também fez o mesmo com o etanol e o biodiesel. Com os preços congelados da gasolina, o etanol perdeu competitividade, a produção cresceu pouco e o país passou a importar o produto dos Estados Unidos. E, o que é pior, passamos a exportar etanol de cana, ambientalmente melhor, e a importar o de milho. Ou seja, passamos a limpar o ar que os americanos respiram. No caso do biodiesel, o setor está sem marco regulatório, sem previsibilidade de aumento da mistura no diesel e com isso as empresas, a cada dia que passa, encontram mais dificuldades para sobreviver.

No setor elétrico, o governo também promoveu a derrubada total. Ao só se preocupar com a modicidade tarifaria e ao abandonar a segurança de abastecimento, bem como a preocupação com o uso eficiente da energia, o governo quebrou o caixa da Eletrobras, gerou insegurança jurídica e regulatória e incentivou o consumo de energia elétrica num contexto de escassez. Não entendeu que o aumento da oferta de forma estruturada só ocorre num contexto de concorrência e que não é através de decretos presidenciais que se abaixam os preços.

Na realidade, o governo sempre confunde ou quer nos confundir entre o conceito de preços baratos e preços competitivos. A energia, tanto no Brasil como no mundo, tende a ser cada vez mais cara, portanto, o que precisamos é estabelecer uma política tributária que ajude a energia a ser competitiva. Ao vender a ideia de energia barata o governo engana o consumidor e penaliza o contribuinte e o pior, no médio prazo promove o desabastecimento.
Dinheiro.

Fonte:     Correio Braziliense              Local:     DF          Data:      21/02/2013
Autor:     Ari Cunha

A qualquer momento o Tesouro Nacional poderá arcar com  despesa de R$ 8,5 bilhões para garantir redução da conta de  luz anunciada pela presidente Dilma Rousseff. É que Cesp, Cemig e Copel não aceitaram proposta antecipada de concessão com redução dos preços da energia produzida.
Gestão da energia no Brasil.

Fonte:     Correio Braziliense              Local:     DF          Data:      21/02/2013
Autor:     Alberto Sayão; Anna Laura Nunes

O Brasil tem 12% da água doce superficial disponível no planeta, o que o coloca entre os cinco maiores países em termos de potencial técnico de aproveitamento da energia hidrelétrica. Com isso, é preocupante a reduzida disponibilidade hidráulica no início deste ano, com reservatórios semi vazios nas principais hidrelétricas, e o Nordeste novamente submetido a seca severa.

Segundo o Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), o potencial hidrelétrico brasileiro é estimado em 246 mil MW, mas apenas cerca de um terço é explorado. Desde o final do século 19, a geração hidrelétrica tem sido o principal fator propulsor do desenvolvimento nacional, podendo ser  distinguida como fonte renovável de produção de energia  limpa. Porém, a Anael informa aumento expressivo de usinas termelétricas nos últimos 15 anos, com 131 novos empreendimentos representando cerca de 40% da energia total outorgada. Isso contrasta com apenas 15 novas hidrelétricas, que somam 18% da potência total outorgada no mesmo período.

O fato nos força a uma reflexão sobre a gestão dos recursos energéticos do país, que se encontra sob a ameaça de novo apagão. Apesar das negativas oficiais, o governo confessa a urgência em ativar as termelétricas, movidas a fontes não  renováveis, como óleo diesel, carvão ou gás natural  importado, com prejuízos econômicos e ambientais. O  professor José Goldeberg, membro da Academia Brasileira  de Ciências e especialista no tema, discordou das  declarações oficiais do ministro Edison Lobão, que estimou  acréscimo em apenas 1% no custo da produção da energia,  com o aumento do uso das termelétricas.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, para atender a nova demanda, será necessário acrescentar 81 termelétricas ao sistema, que produzirão apenas 2 mil MW a mais que a energia a ser gerada por Belo Monte. As novas térmicas despejarão 39 milhões de toneladas de CO² em 2017, aumento superior a  170% em relação às emissões de 2008. Estaremos, assim, privilegiando a energia suja das termelétricas em detrimento de energia limpa das hidrelétricas. Prejuízo para o meio  ambiente e o bolso do brasileiro que vai pagar mais pela energia.

A construção de hidrelétricas tem sido alvo de duras críticas.  Sua eficiência pode ser avaliada pelo índice simplificado de  impacto ambiental, que expressa a razão entre a área  inundada pelo reservatório e a energia gerada. Por exemplo,  Belo Monte tem um índice de impacto ambiental (0,04  km²/MW) bem inferior ao das demais barragens construídas  no país, tais como Itaipu (0,10km²/MW), Ilha Solteira (0,35km²/  MW) e Sobradinho (4,01km²/MW). Belo Monte produzirá 11 mil MW, com reservatório de apenas 440 km². A regulamentação brasileira para o licenciamento de novos  empreendimentos evoluiu muito nas últimas décadas,  justamente para garantir melhor equilíbrio ambiental na  construção das usinas hidrelétricas.

Em vez de se basear no Comitê de Monitoramento do Setor  Elétrico, composto por entidades diversas (MME, ONS,  ANEEL, ANP, CCEE e EPE), o país seria beneficiado caso o  governo instituísse um órgão gestor, técnico e politicamente  independente, para ser o único responsável pelo  planejamento dos investimentos e pela garantia do  abastecimento nacional.

O órgão poderia decidir pelo investimento em mais  hidrelétricas, que, com reservatórios adequados, poderiam  contribuir para atenuar os efeitos das secas no Nordeste e  promover o equilíbrio com outras fontes de energia limpa,  como eólica e solar. Além de reduzir ou eliminar o atual  cenário de descalabro gerencial, responsável pela inexistência  de linhas de transmissão para permitir o acionamento de  novos parques eólicos que se encontram paralisados, à  espera da decisão pelos investimentos para a transmissão da  energia.

Enfim, agora que o nível dos reservatórios está se  normalizando, a gestão da energia no Brasil deve passar a ser  definida com base em argumentos técnicos, ambientais e  sociais que possam contribuir para um planejamento de curto  e médio prazo alinhado à realidade nacional.

Nesse sentido, o Comitê de Energia da Academia Nacional de  Engenharia (ANE) dedicou considerável esforço ao estudo do  problema do suprimento energético futuro do país e concluiu  em carta enviada à presidente Dilma que a energia hidrelétrica  permanecerá, por longo prazo, a espinha dorsal de nossa  matriz energética, complementada pelas demais fontes.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Heroína ou farsante?


Salim Lamrani
Eis 40 perguntas que não serão feitas a Yoani Sánchez em sua turnê mundial, e se fossem feitas, jamais seriam respondidas pela famosa opositora cubana, que inicia pelo Brasil um giro global por mais de uma dezena de países.
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1. Quem organiza e financia sua turnê mundial?

2. Em agosto de 2002, depois de se casar com o cidadão alemão chamado Karl G., abandonou Cuba, “uma imensa prisão com muros ideológicos”, para imigrar para a Suíça, uma das nações mais ricas do mundo. Contrariamente a qualquer expectativa, em 2004, decidiu voltar a Cuba, “barco furado prestes a afundar”, onde “seres das sombras, que como vampiros se alimentam de nossa alegria humana, nos introduzem o medo através do golpe, da ameaça, da chantagem”, onde “os bolsos se esvaziavam, a frustração crescia e o medo se estabelecia”. Que razões motivaram esta escolha?

3. Segundo os arquivos dos serviços diplomáticos cubanos de Berna, Suíça, e de serviços migratórios da ilha, você pediu para voltar a Cuba por dificuldades econômicas com as quais se deparou na Suíça. É verdade?

4. Como pôde se casar com Karl G. se já estava casada com seu atual marido Reinaldo Escobar?

5. Ainda é seu objetivo estabelecer um “capitalismo sui generis” em Cuba?

6. Você criou seu blog Generación Y em 2007. Em 4 de abril de 2008 conseguiu o Prêmio de Jornalismo Ortega e Gasset, de 15 mil euros, outorgado pelo jornal espanhol El País. Geralmente, este prêmio é dado a jornalistas prestigiados ou a escritores de grande carreira literária. É a primeira vez que uma pessoa com seu perfil o recebe. Você foi selecionada entre cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time (2008). Seu blog foi incluído na lista dos 25 melhores blogs do mundo pela cadeia CNN e pela revista Time (2008), e também conquistou o prêmio espanhol Bitacoras.com, assim como The Bob’s (2008). El País lhe incluiu em sua lista das cem personalidades hispano-americanas mais influentes do ano 2008. A revista Foreign Policy ainda a incluiu entre os dez intelectuais mais importantes do ano em dezembro de 2008. A revista mexicana Gato Pardo fez o mesmo em 2008. A prestigiosa universidade norte-americana de Columbia lhe concedeu o prêmio María Moors Cabot. Como você explica esta avalanche de prêmios, acompanhados de importantes quantias financeiras, em apenas um ano de existência?

7. Em que emprega os 250 mil euros conseguidos graças a estas recompensas, um valor equivalente a mais de 20 anos de salário mínimo em um país como França, quinta potencia mundial, e a 1.488 anos de salário mínimo em Cuba?

8. A Sociedade Interamericana de Imprensa, que agrupa os grandes conglomerados midiáticos privados do continente, decidiu nomeá-la vice-presidente regional por Cuba de sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação. Qual é seu salário mensal por este cargo?

9. Você também é correspondente do jornal espanhol El País. Qual é sua remuneração mensal?

10. Quantas entradas de cinema, de teatro, quantos livros, meses de aluguel ou pizzas pode pagar em Cuba com sua renda mensal?

11. Como pode pretender representar os cubanos enquanto possui um nível de vida que nenhuma pessoa na ilha pode se permitir levar?

12. O que faz para se conectar à Internet se afirma que os cubanos não têm acesso e ela?

13. Como é possível que seu blog possa usar Paypal, sistema de pagamento online que nenhum cubano que vive em Cuba pode utilizar por conta das sanções econômicas que proíbem, entre outros, o comércio eletrônico?

14. Como pôde dispor de um Copyright para seu blog “© 2009 Generación Y – All Rights Reserved”, enquanto nenhum outro blogueiro cubano pode fazer o mesmo por causa das leis do embargo?

15. Quem se esconde atrás de seu site desdecuba.net, cujo servidor está hospedado na Alemanha pela empresa Cronos AG Regensburg, registrado sob o nome de Josef Biechele, que hospeda também sites de extrema direita?

16. Como pôde fazer seu registro de domínio por meio da empresa norte-americana GoDady, já que isto está formalmente proibido pela legislação sobre as sanções econômicas?

17. Seu blog está disponível em pelo menos 18 idiomas (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, português, russo, esloveno, polaco, chinês, japonês, lituano, checo, búlgaro, holandês, finlandês, húngaro, coreano e grego). Nenhum outro site do mundo, inclusive das mais importantes instituições internacionais, como por exemplo as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OCDE ou a União Europeia, dispõem de tantas versões linguísticas. Nem o site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, nem o da CIA dispõem de igual variedade. Quem financia as traduções?

18. Como é possível que o site que hospeda seu blog disponha de uma banda com capacidade 60 vezes superior àquela que Cuba dispõe para todos os usuários de Internet?

19. Quem paga a gestão do fluxo de mais de 14 milhões de visitas mensais?

20. Você possui mais de 400 mil seguidores em sua conta no Twitter. Apenas uma centena deles reside em Cuba. Você segue mais de 80 mil pessoas. Você afirma “Twitto por sms sem acesso à web”. Como pode seguir mais de 80 mil pessoas sem ter acesso à internet?

21. O site www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da rede social Twitter. Revela a partir de 2010 uma impressionante atividade de sua conta. A partir de junho de 2010, você se inscreveu em mais de 200 contas diferentes do Twitter a cada dia, com picos que podiam alcançar 700 contas em 24 horas. Como pôde realizar tal proeza?

22. Por que cerca de seus 50 mil seguidores são na verdade contas fantasmas ou inativas? De fato, dos mais de 400 mil perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são ovos  e 20 mil têm características de contas fantasmas com uma atividade inexistente na rede (de zero a três mensagens mandadas desde a criação da conta).

23. Como é possível que muitas contas do Twitter não tenham nenhum seguidor, apenas seguem você e tenham emitido mais de duas mil mensagens? Por acaso seria para criar uma popularidade fictícia? Quem financiou a criação de contas fictícias?

24. Em 2011, você publicou 400 mensagens por mês. O preço de uma mensagem em Cuba é de 1,25 dólares. Você gastou seis mil dólares por ano com o uso do Twitter. Quem paga por isso?

25. Como é possível que o presidente Obama tenha lhe concedido uma entrevista, enquanto recebe centenas de pedidos dos mais importantes meios de comunicação do mundo?

26. Você afirmou publicamente que enviou ao presidente Raúl Castro um pedido de entrevista depois das respostas de Barack Obama. No entanto, um documento oficial do chefe da diplomacia norte-americana em Cuba, Jonathan D. Farrar, afirma que você nunca escreveu a Raúl Castro: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou nunca tê-las enviado [as perguntas] ao presidente cubano. Por que mentiu?

27. Por que você, tão expressiva em seu blog, oculta seus encontros com diplomáticos norte-americanos em Havana?

28. Entre 16 e 22 de setembro de 2010, você se reuniu secretamente em seu apartamento com a subsecretaria de Estado norte-americana Bisa Williams durante sua visita a Cuba, como revelam os documentos do Wikileaks. Por que manteve um manto de silêncio sobre este encontro? De que falaram?

29. Michael Parmly, antigo chefe da diplomacia norte-americana em Havana afirma que se reunia regularmente com você em sua casa, como indicam documentos confidenciais da SINA. Em uma entrevista, ele compartilhou sua preocupação em relação à publicação dos cabos diplomáticos norte-americanos pelo Wikileaks: “Eu me incomodaria muito se as numerosas conversas que tive com Yoani Sánchez forem publicadas. Ela poderia sofrer as consequências por toda a vida”. A pergunta que imediatamente vem à mente é a seguinte: quais são as razões por que você teria problemas com a justiça cubana se sua atuação, conforme afirma, respeita o marco da legalidade?

30. Continua pensando que “muitos escritores latino-americanos mereciam o Prêmio Nobel de Literatura mais que Gabriel García Márquez”?

31. Continua pensando que “havia uma liberdade de imprensa plural e aberta, programas de rádio de toda tendência política” sob a ditadura de Fulgêncio Batista entre 1952 e 1958?

32. Você declarou em 2010: “o bloqueio tem sido o argumento perfeito do governo cubano para manter a intolerância, o controle e a repressão interna. Se amanhã as suspenderem as sanções, duvido muito que sejam vistos os efeito”. Continua convencida de que as sanções econômicas não têm nenhum efeito na população cubana?

33. Condena a imposição de sanções econômicas dos Estados Unidos contra Cuba?

34. Condena a política dos Estados Unidos que busca uma mudança de regime em Cuba em nome da democracia, enquanto apoio as piores ditaduras do Oriente Médio?

35. Está a favor da extradição de Luis Posada Carriles, exilado cubano e ex-agente da CIA, responsável por mais de uma centena de assassinatos, que reconheceu publicamente seus crimes e que vive livremente em Miami graças à proteção de Washington?

36. Está a favor da devolução da base naval de Guantánamo que os Estados Unidos ocupam?

37. Você é favorável à libertação dos cinco presos políticos cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998 por se infiltrarem em organizações terroristas do exílio cubano na Florida?

38. Em sua opinião, é normal que os Estados Unidos financiem uma oposição interna em Cuba para conseguir “uma mudança de regime”?

39. Em sua avaliação, quais são as conquistas da Revolução Cubana?

40. Quais interesses se escondem atrás de sua pessoa?
(artigo enviado por Mário Assis)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

É contigo essa?...


PARABÉNS... VOCÊ SOBREVIVEU... E EU TAMBÉM...
 
PARABÉNS A TODOS
 OS MENINOS E MENINAS QUE SOBREVIVERAM AOS ANOS
40, 50 , 60 E 70!!
 
 
Primeiro, sobrevivemos sendo filhos de mães que fumavam, bebiam, enquanto 'nos esperavam chegar'... Nem elas nem nós, morremos por isso...
 
Elas tomavam aspirina, comiam queijos curtidos e azulados sem serem pasteurizados, e não faziam teste do pézinho ou de diabete.
 
 
E depois do traumático parto, nossos berços eram pintados comtintas a base de chumbo em cores  brilhantes lead-based e divertidas.
 
 
Não tínhamos tampinhas protetoras para chupetas ou mamadeiras, nem nos frascos de remédios, portas ou tomadas, e quando andávamos nas nossas bicicletas, não usávamos capacetes, isto sem falar dos perigos que corríamos quando pedíamos caronas.
 
Sendo crianças, andávamos nos carros sem cintos de segurança, air-bags e não ficávamos só nos bancos de trás...
 
 
E andar no bagageiro ou na carroceria de uma pick-up num dia ensolarado de verão era uma diversão premiada.
Bebíamos água no jardim da mangueira e não de uma garrafa plástica. E era água pura.
 
 
Compartilhávamos um refrigerante com outros quatro amigos todos bebendo da mesma garrafa e ninguém que eu me lembre ficou sequer doente por isso .
Comíamos bolos, pão com manteiga e tomávamos refrigerantes açucarados, mas não ficávamos gordos de ficar lesos, simplesmente porque ESTÁVAMOS SEMPRE BRINCANDO NA RUA, NA CALÇADA, NO QUINTAL OU NO JARDIM, OU NA PRAÇA.
 
Saíamos de manhã e brincávamos o dia inteiro, desde que voltássemos antes das luzes da rua se acenderem.
 
 
Ninguém conseguia falar com a gente o dia todo. E estávamos sempre bem, tanto que sobrevivemos. ..
 
Passávamos horas construindo carrinhos de caixote para deslizarmos morro abaixo e só quando enfiávamos o nariz em alguma arvore é que nos lembrávamos que precisava ter freios. Depois de alguns arranhões, aprendemos a resolver isto também, por nossa conta...
Não tínhamos Playstations, Nintendos, Arquivos X, nenhum vídeo game, nem 99 canais de seriados violentos ou novelas peçonhentas, nenhum filme em DVD ou VT ou VHS, nem sistemas de surround sound, muito menos telefones celulares, ou computadores de bolso, ou Internet ou salas de Chat ...
 
 
 
a m i g o s
. ... TÍNHAMOS AMIGOS. . . Íamos lá pra fora e nos encontrávamos ou conhecíamos um novo! 
 
Caímos de árvores, nos cortávamos, quebrávamos uma canela, um dente, e ninguém processava ninguém por isso. Eram acidentes.
 
 
Inventávamos jogos com paus e bolas de tênis e até minhocas e sapos eram dissecados por nós, cortávamos rabos de lagartixa para ficar olhando nascer um novo, e nos diziam o que ia acontecer se não nos comportássemos, mas nada acontecia nem quando engolíamos uma minhoca pra ser mais valente que o outro.
 
Íamos de bicicleta ou a pé para a casa de algum amigo e batíamos na porta ou tocávamos a campainha ou simplesmente abríamos a porta e entravamos e ficávamos conversando com eles ou brincando.
 
 
Os dentes de leite tinham jogos de teste, mas nem todo mundo passava nem ficava desesperado. Nem os papais interferiam com suas carteiras ou com suas vozes de poder. Tínhamos que aprender a ficarmos decepcionados. Imagine só!!
 
 
Quebrarmos uma lei ou outra não resultava em castigo nem bronca homérica. Eles até estavam sempre ao lado da lei e da ordem... E agora?
 
 
Foram  essas gerações que produziram alguns dos mais aventureiros solucionadores de problemas, inventores e autores de todos os tempos!
 
 
Nos últimos 50 anos nós testemunhamos uma explosão de novidades e novas idéias.
 
 
Tínhamos liberdade, podíamos errar, fracassar, ter sucesso e responsabilidade, e aprendemos que não há nada melhor que ter
NASCIDO LIVRES
POIS SÓ ASSIM APRENDEMOS A VIVER E SOBREVIVER!
 
 
VOCÊ que está lendo provavelmente é um de nós.
 
 
PARABÉNS!
Talvez você queira compartilhar isso com mais um de nós que você conhece e conheceu naquele tempo. No tempo que nós tivemos a sorte de sermos crianças, antes que os advogadosos pediatras e o governo estragassem nossas vidas de vez, nos transformando em bibelôs e barbies, e que nunca jogaram bola de gude...  
 
 
 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

E...Tutti Quanti



                                      MARINA SILVA, SEU NOVO PARTIDO.


Marina Silva é evidentemente mais uma carta na manga do império anglo-americano  para enganar os brasileiros, animando-os a mais uma vez ir votar e receber rato por lebre (o dito é injusto com os gatos, daí a substituição).

Depois de tantas enganações que não há tempo de historiar aqui, mais uma: a de uma mestiça de índio, amazônida, defensora do meio ambiente e dos indígenas.

Os imperialistas continuam em vários países a usar mulheres, negros, os trabalhadores mais do que cooptados para executar o programa da concentração, da desnacionalização, da desindustrialização e tudo mais que joga o Brasil na rabada do mundo, em contraste com seu ótimo povo e seus fabulosos recursos naturais. Fazem assim em muitos países.

Marina Silva é ativista a serviço da monarquia britânica, grande concentradora das minas de ouro e de outros minerais preciosos no Brasil e em vários outros países produtores. O trabalho de Marina (portadora da bandeira olímpica em Londres) é ajudar no isolamento de áreas do território nacional para serem controladas por ONGs do aparelho ambientalista e indigenista mundial, para que as potências hegemônicas explorem aqueles recursos naturais sem deixar para o Brasil senão buracos. Talvez nem buracos, pois essas  imensas e riquíssimas áreas estão programadas para serem desmembradas do território nacional.

Alguém estava dormindo de touca, quando essa Marina estava sendo gordamente financiada para ter expressiva votação e provocar o segundo turno, que ainda daria uma chance à tucanagem e, no mínimo, conseguiu evitar a vitória de Dilma no primeiro turno? O investimento do império na Marina, que é antigo, teve aí um ponto alto, a que se deverá seguir um ainda mais alto com a próxima campanha à presidência.

Aqui entre nós, o PT não desfez coisa alguma dos desbragados entreguismos de Collor e FHC, inomináveis. A estória de trabalhador não serve mais. A de mulher tampouco. Agora é mulher e “coitadinha”, verde e indigenista.

O povo não esquece o estrago histórico dos tucanos (estes não voltam mais). O PT, além de não ser solução, como não é nenhum partido no atual quadro institucional e na estrutura econômica do Brasil, foi adicionalmente desacreditado com a montagem do mensalão.  Além disso, a crise deve vir mais braba, antes da eleição. No governo fica mais difícil ganhar.

Ótima chance para mais um “novo”, a serviço do que há de mais velho e mais deletério: o imperialismo, esse mesmo que dizimou os índios no México e nos Estados Unidos, saqueia o mundo desde antes das Cruzadas e por aí vai.

Então, a jogada do império está clara: vamos impingir uma nova marca no marketing da mentira, com a ajuda das TVs e de toda a mídia entreguista (desde antes de 1945, quando derrubaram Getúlio Vargas, pela primeira vez) e de grana grossa.

Vamos ver se os brasileiros continuam servindo de otários. Ou fazem algo sério ou não serão mais cidadãos de um país sequer do futuro.


Adriano Benayon


Posted: 16 Feb 2013 01:25 PM PST

Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú, foi quem assinou o cheque para patrocinar o evento deste sábado, que lançou oficialmente o partido de Marina Silva; Guilherme Leal, que foi vice de Marina na candidatura à presidência em 2010, é fundador da Natura e dono de uma fortuna de US$ 1,6 bilhão

Decidida a selecionar as doações financeiras que receberá para a sustentação de seu novo partido, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva tem ao seu lado dois grandes patrocinadores, dispostos a embalar seu sonho.
Um deles é Guilherme Leal, que foi vice na chapa de Marina em sua candidatura à presidência da República em 2010, pelo Partido Verde. Fundador do grupo Natura, o empresário é dono hoje de uma fortuna de US$ 1,6 bilhão, de acordo com a revista Forbes.

Dois bilionários embalam o sonho de Marina Silva (Foto: Agência Brasil)
Já Maria Alice Setúbal, conhecida como Neca Setúbal, é nada menos do que herdeira do banco Itaú e detentora de 3,5% das ações da holding do grupo. Foi ela quem assinou o cheque para patrocinar a festa dada neste sábado 16, no evento de lançamento do novo partido de Marina, e será a responsável por passar a sacola entre os empresários, a fim de obter mais arrecadações.

Não é para qualquer um

A “vaquinha” pode ser um pouco mais complicada neste caso, visto que Marina já deixou bem claro que não está disposta a usar dinheiro de companhias que atuam em setores contrários à sua linha de pensamento do que seria um desenvolvimento sustentável para o País. Alguns exemplos: fabricantes de tabaco, bebidas alcoólicas, armas e agrotóxicos.
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A norma estabelecida pelo partido tende a barrar, desta vez, verba que ela recebeu em 2010, quando teve, entre seus patrocinadores, a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas), que doou cerca de R$ 400 mil. Os setores vetados detêm grandes companhias, que poderiam realizar doações de valores altíssimos, mas como estão de fora, o jeito é Marina aguardar pelos banqueiros.

Nem oposição nem situação

Nem oposição nem situação, precisamos de posição”. Essas foram as palavras da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva no início do evento de lançamento do novo partido político, chamado Rede, que acontece neste sábado (16) em Brasília. Na sua avaliação, o partido nasce em um momento significativo da história da humanidade. “Estamos vivendo uma crise civilizatória e não temos o repertório necessário para enfrentá-la”, afirmou.
A fala de Marina remete a uma declaração do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Ao lançar em 2011 o seu partido, o PSD, ele declarou que a legenda não era centro, de direita nem de esquerda.