terça-feira, 29 de outubro de 2013

Viabilizando o Mercosul...

Terça-feira, 29 de outubro de 2013 às 18:38

Dilma: Linha de transmissão marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento para o Paraguai

Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, inauguram linha de 500 KV entre Itaipu e Villa Hayes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, inauguram linha de 500 KV entre Itaipu e Villa Hayes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (29) que a linha de alta tensão que conecta Itaipu a Villa Hayes marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento para o Paraguai. A capacidade do sistema de transmissão vai passar de 2.400 MW para 3.600 MW e a entrega de energia na região da Grande Assunção vai subir aproximadamente 50% em relação ao que já existia.
“As empresas brasileiras e paraguaias que se instalarão ao longo da linha gerarão empregos, pagarão impostos, aumentarão a renda disponível, concorrendo para o desenvolvimento diversificado da região. Será potencializado o crescimento econômico do Paraguai. Essa obra deve servir ao objetivo de integração das nossas cadeias produtivas, beneficiando os povos, levando ao desenvolvimento, empregos e melhoria das condições de vida na região. Isso é prova de que o Mercosul está forte e não se limita a comércio, mas promove o desenvolvimento”, afirmou.
Dilma ressaltou que a linha de transmissão é o maior projeto construído com recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) e cobrirá 25% da demanda de energia do Paraguai. O custo total foi de US$ 320 milhões, incluindo US$ 15,8 milhões na ampliação da subestação da margem direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da subestação de Villa Hayes. Segundo Dilma, a linha vai fazer com que empresas brasileiras e latino-americanas tenham mais interesse em investir no Paraguai.
“Isso é prova de que o Mercosul está forte e não se limita a comércio, mas promove o desenvolvimento. O Focem é a expressão desse compromisso solidário, que busca superar essas assimetrias perversas. Na nova América do Sul que estamos construindo, é preciso conceber as relações entre Brasil e Paraguai, entre nós e nossos vizinhos, como parte de um projeto maior. Nossas economias são e serão mais interdependentes. Devemos complementar essa ação binacional”, disse.
Ao presidente do Paraguai, Horácio Cartes, que participou da cerimônia de inauguração, Dilma reafirmou a disposição do governo brasileiro, no âmbito do Mercosul e da Unasul, de iniciar a construção de várias obras de infraestrutura que beneficiem os dois países.
“Queria em especial nomear a segunda ponte sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, essa ponte será mais que uma ponte, será um elo concreto entre nossos países, e tornará mais fluido o transporte de cargas e o escoamento das exportações do Paraguai. O Paraguai sempre será parceiro estratégico para o Brasil. O Brasil deseja um Paraguai forte, próspero. Conte com o firme apoio do Brasil, senhor presidente”, disse.

domingo, 27 de outubro de 2013

Decreto cria Zona Especial de Negócios em Casimiro de Abreu, RJ.

21/10/2013 12h37 - Atualizado em 21/10/2013 12h39

Espaço para instalação de empresas tem mais de 3 milhões de m².
Segundo a Prefeitura, empresas da área de petróleo e gás têm interesse.

Do G1 Região dos Lagos
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Foi assinado nesta segunda-feira (21) o decreto que declara como utilidade pública para fins de desapropriação a área onde será implantada a Zona Especial de Negócios (ZEN) em Casimiro de Abreu, no interior do Rio. O espaço fica na localidade denominada “Lontra”, na zona rural da cidade, medindo 3.201.882,50 metros quadrados, às margens da rodovia BR-101.
“Este investimento significa praticamente a independência financeira do município de Casimiro de Abreu. Hoje cerca de 60% do orçamento é oriundo dos royalties. A ZEN funcionará para instalação de empresas, maioria voltada para mercado de petróleo e gás. Vamos arrecadar mais impostos e gerar uma grande demanda de empregos no município. Trata-se de um projeto ambicioso e que vai impulsionar a economia em todo o município”, afirma o prefeito Antônio Marcos.
Segundo o secretário municipal de Fazenda, Indústria e Comércio de Casimiro de Abreu, Edson Mangefesti, a localização estratégica do município facilitará a conquista de boas empresas para a ZEN. “Este é o principal projeto de desenvolvimento do governo a médio e longo prazo. Casimiro de Abreu é privilegiado em termos de logística por estar próximo do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e da Bacia de Campos. Atualmente já somos procurados por boas empresas que querem se instalar no município, mas não conseguimos atender as exigências por não ter espaço e área definida. A ZEN vem corrigir esta demanda reprimida e atrair empresas de comprovado nível técnico e operacional para o município, proporcionando assim maior desenvolvimento, trabalho e renda”, diz o secretário.
Após a desapropriação da área, o Poder Executivo encaminhará para a Câmara Municipal o projeto de lei criando a Zona Especial de Negócios. “O modelo da ZEN que será implantada terá como sustentação um comitê gestor profissional, preocupação com o desenvolvimento e com os mais modernos conceitos de sustentabilidade, constituído para análise de empresas que atuam no setor de petróleo (offshore), serviços e logística. Estamos procurando conhecer modelos de ZEN pelo país, interagindo com os gestores, visando qualificar nossas decisões”, conclui Edson Mangefesti.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Brasil o país convidado de honra


Feira do Livro de Frankfurt – Brasil é o país homenageado

Da Agência EFE, da Rede Brasil Atual e da Deutsche Welle (Alemanha)
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A maior feira literária do mundo, a Feira de Livros de Frankfurt, foi aberta no dia 8 de outubro com o Brasil como país convidado de honra, com direito a pavilhão próprio e uma exposição especial.
A feira é gigantesca. Abriga vários pavilhões, cada um deles podendo conter facilmente uma Bienal do Livro do Rio de Janeiro ou de São Paulo. É uma feira voltada especialmente para o mercado editorial. As atividades, com mesas de debate, seminários, sobre uma variedade enorme de temas, começaram na quarta-feira, dia 9. Até o dia 10 de outubro, compareceram apenas escritores – cerca de mais de mil autores –, editores, livreiros e agentes literários – além da mídia.
Somente no sábado e no domingo, dias 12 e 13, a feira é aberta ao público. Paga-se ingresso (17 euros para um adulto). Espera-se no fim de semana a presença de 250 a 300 mil visitantes aos 7.300 expositores vindos de aproximadamente cem países, dispostos a apresentar novos títulos na capital financeira da Alemanha.
Mais de 7.300 expositores estão presentes na Feira do Livro de Frankfurt – o Brasil é o país homenageado na 65ª. edição da Feira do Livro alemã.
 
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A abertura foi concorridíssima, com o auditório enorme completamente lotado. Houve os discursos protocolares de boas vindas, pelo presidente da Associação de Editores e Livreiros da Alemanha, Gottfried Honnefelder; pelo diretor da Feira de Frankfurt, Jürgen Boos; pelo prefeito de Frankfurt, Peter Feldmann; e pelo ministro-presidente do Estado alemão de Hesse, Volker Bouffier.
Um dos temas muito debatidos da feira deste ano foi o destino do livro na era digital e virtual. Ninguém chegou a falar no aparentemente utópico “fim do livro”, mas sim nas grandes mudanças que o novo contexto digital traz para a escrita, a edição e a distribuição de livros, e também para o próprio gesto da leitura.
Outro tema privilegiado nesta edição do evento é a situação da infância e da juventude, não apenas em relação à leitura e aos livros, mas também frente aos desafios da violência, da guerra e do desemprego.
Luiz Rufatto: discurso-denúncia crítico em Frankfurt, encerrado com a crença no “papel transformador da literatura”.
 
–– Escritor critica desigualdade social e educação no Brasil ––
Na cerimônia de inauguração da Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha), da qual o Brasil é convidado de honra, o escritor Luiz Rufatto, em um discurso-denúncia, criticou o sistema educacional e o autoritarismo da história recente do país e disse que era difícil acabar com a divisão entre pobres e ricos.
Segundo Rufatto – que representou o grupo de escritores brasileiros convidados –, um em cada três brasileiros tem dificuldades para ler e entender textos simples e as elites “aproveitam a ignorância para assegurar seu poder”.
O autor brasileiro assinalou algumas melhoras em nosso país nos últimos anos, mas deixou claro que elas ainda não são suficientes para dizer-se que o país tenha “dobrado a esquina”, deixando para trás aqueles problemas. Centrou seu discurso na necessidade de reconhecer-se a “alteridade” sem abafá-la, e na necessidade de encarar a literatura como capaz de mudar os seres humanos, e portanto a sociedade.
“No país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes”, afirmou, destacando em seguida o “papel transformador da literatura”, que disse motivá-lo a escrever. Foi muito aplaudido ao final.
–– Ana Maria Machado: “Não venham procurar exotismo no Brasil” ––
A presidenta da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, discursou em seguida, ressaltando a diversidade da cultura brasileira, e a dificuldade do Brasil em ser reconhecido como um “país também literário, de livros”, para além das imagens estereotipadas de selva, praias, futebol e Carnaval.
Ana Maria Machado deixou no ar o convite para que o público descubra a diversidade brasileira através do contato com a literatura “plural, múltipla e diversa, em que os regionalismos eventuais se esgueiram pelas frestas de um cosmopolitismo inesperado”. “Não venham procurar o exotismo e o pitoresco”, advertiu.
–– Guido Westerwelle: metas em comum nas Nações Unidas ––
Pelo governo alemão, falou o ministro de Assuntos Exteriores da República Federal da Alemanha, Guido Westerwelle. Deu a nota política do encontro. Falou também sobre a riqueza da literatura e da cultura brasileiras e elogiou o empenho de Rufatto. “A presença de tantos autores brasileiros aqui na cerimônia de abertura é uma prova do valor dado à cultura pelos brasileiros. E a cultura nos une”, disse Westerwelle. “O Brasil é um peso-pesado no setor cultural.”
O ministro alemão ressaltou que os contatos Brasil-Alemanha devem ir além dos apenas econômicos ou diplomáticos. Em sua fala, destacou a necessidade de as instituições políticas internacionais de hoje se adequarem ao presente, e deixarem de ser apenas reflexos do passado – no que parece ser uma alusão indireta ao empenho tanto alemão quanto brasileiro pela reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Elogiou o discurso da presidenta brasileira Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas – ocorrido no dia 24 de setembro – pedindo um novo marco regulatório das atividades da Internet, e ressaltou que este também é o interesse da Alemanha. Assinalou que nem tudo o que é tecnicamente possível no espaço virtual é necessariamente legítimo, em alusão às táticas de espionagem denunciadas recentemente por Edward Snowden e Glenn Greenwald.
Da esq. para a dir.: o vice-presidente do Brasil, Michel Temer; o ministro-presidente do Estado alemão de Hesse, Volker Bouffier; e o ministro dos Assuntos Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle.
 
–– Confissão poética, vaias, caipirinha e pão de queijo ––
Encerrou a abertura o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, que evocou o 25º. aniversário da Constituição brasileira, que restaurou a democracia e o Estado de Direito no Brasil. E ressaltou as conquistas sociais e educacionais de programas como o Bolsa-Família, o Programa Universidade para Todos e outros do governo brasileiro.
O vice-presidente brasileiro deu um toque pessoal ao fim, falando que devia o hábito da leitura à sua professora primária em São Paulo, e que, apesar de jurista de formação, publicou recentemente um livro de poemas que, “se não recebeu elogios, também não recebeu críticas”.
Quando Michel Temer terminou seu discurso, um grupo pequeno de brasileiros, sentados ao fundo, ensaiou uma vaia – o que fez parecer um eco das grandes manifestações populares ocorridas no Brasil a partir de junho deste ano.
No pavilhão do Brasil em Frankfurt, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, discursou em clima de festa, ao som de música brasileira, regada a pão de queijo e caipirinha. “A feira traz apenas uma amostra de nossa maior riqueza: a cultura”, disse.
–– Gasto estatal brasileiro para a Feira de Frankfurt ––
Da esq. para a dir.: o diretor da Feira de Frankfurt, Jürgen Boos, e o presidente da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Renato Lessa.
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Para o Projeto Frankfurt, que abarca a Feira do Livro e a programação artística brasileira paralela ao evento, foram investidos 18,8 milhões de reais (6,37 milhões de euros) do governo do Brasil, através do Ministério da Cultura, do Ministério das Relações Exteriores – o Itamaraty –, da Câmara Brasileira de Livros e da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Renato Lessa, que assumiu a presidência da Biblioteca Nacional em 2013, critica o modelo de financiamento atual para a Feira alemã, com somente fundos governamentais.
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“Vale o investimento na imagem do país, mas acho que o gasto pode ser mais bem distribuído, porque também é uma Feira de negócios, comercial. Temos um setor privado de editores muito robusto e acho que, no futuro, devemos adotar um modelo compartilhado entre Estado e setor privado.”
–– Brasil: país convidado de honra da 65ª Feira do Livro de Frankfurt ––
Renato Lessa destacou a Feira de Frankfurt como uma oportunidade de promover a cultura brasileira, mas disse que deve haver uma continuidade de políticas públicas nesse sentido, como o programa de bolsas para a tradução de autores brasileiros da Biblioteca Nacional e parcerias com museus.
Com 2.500 metros quadrados, o pavilhão foi concebido por Daniela Thomas e Felipe Tassara e construído todo em papel, com paredes sinuosas em homenagem a Oscar Niemeyer e aos demais grandes artistas do modernismo brasileiro. O objetivo do espaço é de mostrar um Brasil moderno e contemporâneo.
“Acho que se tem muito o estereótipo de que o Brasil é o país do samba, do futebol, é uma selva. Temos tudo isso sim, mas temos mais. Temos nossa arquitetura moderna, nossa contemporaneidade, nossa inventividade. O pavilhão e a programação tentam mostrar a produção contemporânea para além dos clichês”, afirmou o curador e coordenador do Projeto Frankfurt 2013, Antônio Martinelli.  :::
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• Feira do Livro de Frankfurt – República Federal da Alemanha (em alemão):
<http://www.buchmesse.de/ >
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–– Extraído da Agência EFE, da Rede Brasil Atual e da Deutsche Welle (Alemanha) ––

Tá mais pra utópica...


Publicado em 11/10/2013

VICE DE DUDU DIZ QUE
REDE NÃO TEM CARÁTER

Roberto Amaral acusa Blabláblá de preconceituosa e fundamentalista.
Preciosa sugestão do amigo navegante Luis:


MARINA, FAÇA UM FAVOR!

PARA VICE DO PSB, PARTIDO DE MARINA É PRECONCEITUOSO E FUNDAMENTALISTA



Por Cristiane Agostine | Valor

SÃO PAULO – Vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral disse que o partido articulado pela ex-senadora Marina Silva é “fundamentalista” e preconceituoso”. O dirigente do PSB afirmou ter poucas informações sobre o movimento político orquestrado por Marina, chamado de Rede Sustentabilidade, mas disse que a futura legenda é “sem caráter”.

“Ainda não tive muita informação, mas até aqui é um negócio fundamentalista, religioso e preconceituoso. Ainda não vi política nele”, afirmou Amaral, ao chegar ao hotel em que será celebrada a festa de dez anos do PT no comando da Presidência da República, na capital paulista.

“O partido é sem caráter. Não digo isso no sentido moral, mas no sentido de não ter definição programática. Ainda não disse para que veio”, declarou, ao ser questionado por jornalistas sobre o partido articulado pela ex-senadora, ex-ministra e candidata derrotada à Presidência em 2010.


Em tempo: 
Roberto Amaral foi embora do Ministério da Ciência e Tecnologia, no Governo Lula, porque se declarou a favor da bomba atômica. (O ansioso blogueiro também é a favor da bomba.) Agora, Amaral se casa com a Blábláblá, que é contra hidrelétricas, luz elétrica, petróleo, água encanada, pesquisa com célula tronco e energia nuclear. – PHA 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O mesmo ranço...


Publicado em 09/10/2013

AÉCIO FALA MAL DO BRASIL
EM NY. COMO FHC

E coloca o Banco do Brasil e a Caixa na pedra

Conversa Afiada reproduz texto da Rede Brasil Atual:

AÉCIO REPETE FHC: FALA MAL DO BRASIL NO EXTERIOR E ACENA COM PRIVATARIA NA CAIXA E NO BB


MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO


O banqueiro dono do BTG Pacual, André Esteves, não esconde de interlocutores próximos o sonho de arrematar o controle acionário de algum dos grande bancos estatais brasileiros – Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil – caso um governo privatista resolva vendê-los. Não por acaso, junto com seu sócio tucano Pérsio Arida, um dos ícones das polêmicas privatizações no governo FHC, promoveu uma conferência em Nova York sobre investimentos cujo palestrante principal foi Aécio Neves, o pré-candidato tucano que tem defendido toda e qualquer privatização realizada de 1995 a 2002, mesmo a polêmica venda da Vale a preço pífio, subavaliada, e o sistema Telebrás, arrecadando menos do que o valor investido nas teles ainda estatais, para saneá-las.

Aécio, em sua palestra, não chegou a prometer diretamente privatizar a Caixa e o Banco do Brasil, mas não faltaram indiretas quando criticou os governos Lula e Dilma por terem descontinuado pilares da política econômica de FHC e por fazerem o que ele chamou de “intervenção estatal”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Afinal, como os dois governos petistas preservaram a estabilidade da moeda no controle da inflação, sobra a interrupção da privatização do controle acionário de empresas estatais estratégicas. 

No setor financeiro, os bancos estatais voltaram a crescer e ganhar fatias de mercado nos governos do PT. Aliás, durante o governo FHC, o “Memorando de Política Econômica”, de 08/03/1999, do Ministério da Fazenda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dizia explicitamente que o plano era deixar o mercado bancário nas mãos dos bancos privados, seja privatizando parcialmente os bancos públicos, seja tornando-os bancos de segunda linha. Felizmente o governo tucano não conseguiu concluir seu plano, pois os bancos públicos foram fundamentais para salvar o Brasil dos efeitos da crise internacional, quando sumiram as linhas de créditos nos bancos privados em 2008. Além disso, sem bancos públicos disputando o mercado também não seria possível baixar significativamente os juros ao consumidor e às empresas, como ocorreu em 2012.

O presidenciável tucano repetiu também um velho costume tucano: falar mal do Brasil no exterior. FHC era useiro e vezeiro nisso. Parece que achava chique.

Aécio, no linguajar tucanês que muitas vezes não tem compromisso com a realidade, disse que “o Brasil se tornou pouco confiável”. Ora, basta olhar o risco-Brasil na era tucana e agora para confirmar que uma declaração destas seria adequada apenas como piada.

O tucano criticou um dos maiores sucessos brasileiros na última década: o crescimento do consumo pela inserção de milhões de brasileiros que saíram da pobreza para ingressar na nova classe média. Criticou também a expansão do crédito, com mais gente tendo acesso a financiamentos, como pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Criticou o que ele chama de “intervencionismo” no setor energético, a renovação negociada da concessão de hidrelétricas tendo como contrapartida a redução na conta de luz, que beneficia não apenas o cidadão em sua residência, mas também a indústria que tem a eletricidade como insumo nos custos de produção. 

O discurso soou como música para especuladores que gostam de ver aquilo que desejam comprar depreciado, para comprar barato. O preocupante é quando trata-se do patrimônio do povo brasileiro e esse discurso vem de um candidato a presidente da República. Certamente capta investidores interessados em financiar candidatos para depois recuperar o investimento feito na campanha eleitoral através de negócios privilegiados com o Estado. Os antecedentes dos cartéis que pagavam propinas a autoridades dos governos tucanos paulistas por contratos no Metrô, inclusive para financiar campanhas do PSDB, delatados pela multinacional Siemens, recomendam cuidado redobrado com esse discurso de Aécio Neves.



Clique aqui para ler “Sinop, o funeral da urubologia. A melhor agricultura do mundo !”

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ninguém acredita...

Publicado em 07/10/2013

LULA DÁ UM DIRETO
NO FÍGADO DA FOLHA (*)

Nem a Folha acredita na Folha
Saiu na Folha (*) – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/132668-painel.shtml

Epocler – Lula soube da união entre Campos e Marina num sítio em Ibiúna com a família do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar. “Agora foi um direto no fígado”, reagiu o petista, segundo relatos (sic). 


O Instituto Lula desmentiu:

http://www.institutolula.org/declaracoes-atribuidas-a-lula-sao-fantasiosas/#.UlMYLSSE6so


São absolutamente fantasiosas as declarações sobre a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no blog do jornalista Josias de Souza e também na coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Assessoria de Imprensa do Instituto Lula


Ou seja, o Lula não dá a menor bola para esse novo evento midiático da Blábláblárina – clique aqui para ler “Dudu e Blábláblá são o novo PSDB”.

Navalha
Repare, amigo navegante, que nem a Folha acredita na Folha.
A propósito, por exemplo da PNAD es-pe-ta-cu-lar:
A própria ombusman da Folha, Suzana Singer, se irritou com a forma parcial, desonesta de a Folha “noticiar” a PNAD.
Singer só faltou dizer que a Folha é a Profeta da Catástrofe, a Articuladora do Caos, Urubóloga, ou, como diz simplesmente este ansioso blog, um agente do Golpe.
É o jornal que acreditou no Thomas Jefferson, a única “testemunha” que o julgamento do mensalão (o do PT) conseguiu produzir.
Além do ”domínio do fato”, é claro !
(Aqui pra nós, hein, amigo navegante: e esse Bessinha, hein ?)
A propósito do inacreditável fenômeno da Imprensa Ocidental – a Folha não acredita na Folha – leia exemplar artigo do Paulo Nogueira no Blog do Miro:

A SINCERIDADE DA OBUSMAN DA FOLHA

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
O jornalismo chapa branca, hoje, se pratica no interior das grandes empresas de jornalismo. Já escrevi sobre isso. Os jornalistas, lá, estão numa gaiola: só podem escrever o que os patrões querem que eles escrevam.
Isso quer dizer o seguinte: eles defendem os interesses particulares das empresas para as quais trabalham. Eles são, portanto, a voz do 1%.
Nunca foi tão claro isso. Compete aos jornalistas produzir, mecanicamente, textos, fotos, legendas, primeiras páginas e demais itens que compõem uma publicação. Mas não pensar. Não ter ideias.
As ideias são exclusividade dos donos. Os jornalistas não podem pensar diferente deles. Ou melhor: podem. Mas não podem transformar isso em reportagens, artigos, entrevistas etc.
Não é um trabalho exatamente excitante. É mais parecido com propaganda do que com jornalismo propriamente: você vende ao seu público, como se fosse sabonete, os interesses de um pequeno grupo que fez o Brasil ser o que é, a terra da desigualdade.
Quanto isso pode durar?
É verdade que a internet abre aos jornalistas uma nova possibilidade – defender coisas que vão além dos interesses do 1%.
Mas para quem está engaiolado nas corporações o prolongamento de uma situação em que pensar é proibido pode tornar a situação mais e mais exasperante.
Entendo que isso possa explicar, ao menos em parte, o desabafo franco – e talvez suicida – da obusman da Folha, Suzana Singer.
Ao comentar a cobertura de uma pesquisa sobre a situação dos brasileiros, ela se referiu ao tradicional “catastrofismo” da Folha.
Os destaques dados pela Folha foram, todos eles, negativos. As más notícias estavam longe de representar o conjunto. Isso significou que foi oferecido ao leitor um quadro distorcido.
O desafio de um editor é ajudar o leitor a entender o mundo. Uma das armas, para isso, é buscar uma visão de floresta sobre as coisas, e não se limitar a uma árvore ou outra.
A Folha fez o oposto. Se conheço a vida numa redação, os editores da reportagem sobre a pesquisa acharam que, pinçando as estatísticas ruins, estavam agradando a seus patrões.
O acúmulo deste tipo de expediente pode ter esgotado a paciência da obusman. Catastrofismo é uma acusação séria. É desvio de caráter numa publicação. Não é um problema ocasional. É um drama no dia a dia do jornal e, sobretudo, dos seus leitores.
Outro episódio que tinha me chamado a atenção, na mesma linha, foi uma surpreendente crítica de Ricardo Noblat no site do Globo a Joaquim Barbosa. Sempre tão obediente à linha de pensamento dos Marinhos, ali Noblat foi para o lado oposto.
Cansaço? Exaustão? Frustração? Alguma preocupação com a posteridade? Problemas de consciência?
Situações extremas não podem perdurar por muito tempo. O jornalismo chapa branca que se faz hoje nas redações brasileiras – um ofício em que você faz pouco mais que beijar as mãos dos donos – é a negação do real jornalismo.
A beleza do jornalismo é dar voz a quem não tem. O jornalismo brasileiro dá voz a quem tem o monopólio da voz.
Uma hora a gaiola fica incômoda demais, por maiores que sejam os salários.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.