segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Trump, Lula americano, já muda cabeça da Europa, e coloca o neoliberalismo suicida de Temer pra correr



Cesar Fonseca em 20/11/2016


 A realidade, tudo indica, está se apresentando com sinais trocados: por exemplo, Trump joga o mesmo jogo de Lula, que teve como vice um dos maiores empresários brasileiros, José Alencar Gomes da Silva.

 Vejamos: diante da crise mundial de 2008, provocada pela especulação financeira patrocinada pelo capitalismo especulativo nos Estados Unidos, o que fez Lula?

Mandou ver nos gastos públicos, apostou no mercado interno, valorizou os salários, bombou benefícios sociais.

Pra que?

Óbvio, para gerar demanda para a indústria, que ia quebrar, já estava quebrando, por falta de consumidor.

A história é recente e esclarecedora.

O presidente operário foi na contramão da onda neoliberal que começara a assolar a Europa e, também, os Estados Unidos.

Nos países capitalistas ricos europeus, prosperou o discurso da austeridade.
Aonde levou eles essa opção?

Os fatos estão aí: recessão, desemprego, instabilidade política, imigração em massa.
De onde vieram os imigrantes?

Oriente Médio e África, trazendo de lá o pessoal miserabilizado pelas políticas europeias e americanas para a região, de assalto e morte à riqueza deles: petróleo.

Os miseráveis enchem, hoje, as ruas e praças de Paris, Londres, Berlim, Roma etc.

Resultado: cresceu, entre os europeus, o xenofobismo, o racismo, a direita radical etc e tal.

Os Estados Unidos, desde 2008, ano do crash, saíram pela tangente.

O Banco Central americano colocou a taxa de juros na casa dos zero ou negativo, para não afetar a dívida especulativa americana, avolumada pelos derivativos que levaram o mercado imobiliário ao colapso.

Permitiram os custos irrisórios do dinheiro subsidiado pelo governo por meio de expansões monetárias trilionárias que os setores produtivos continuassem respirando, também, na especulação.
Não fosse essa jogada, os bancos teriam ido à bancarrota.

As dívidas dos consumidores inviabilizaram os mercados internos e as terapias econômicas neoliberais, principalmente, na Europa, foram desastres.

 Na semana que passou, por efeito da vitória de Trump, o BCE, apavorado com a possibilidade de a Europa perder o bonde, jogou 50 bilhões de euros na circulação capitalista europeia.

 Os europeus, depois de embarcarem no economicídio, que, agora, toma conta do Brasil, com Temer, estão mudando de rumo, para evitar o caos, com instabilidade política, avanços simultâneos de esquerda e direita com discursos radicais etc.

Diante da Europa em bancarrota, os ingleses pularam fora do barco da União Europeia, com o fenômeno do Brexit.

Agora, emerge Trump, como resposta da esquerda americana(!) ao direitismo de Obama, de priorizar a especulação financeira com expansão da dívida, junto com bombeamento da indústria bélica e espacial, como arma para tentar, sem conseguir, puxar demanda global.

Essa opção econômica direitista, guerreira, não produz, na escala necessária, os empregos perdidos pela onda neoliberal, já que os setores produtivos americanos migraram para a Ásia.

De lá, os asiáticos, especialmente, chineses, coreanos e japoneses, mandam suas mercadorias baratas, para os sobrinhos de Tio Sam, carentes de emprego e revoltados.

Hillary perdeu a eleição, como expressão máxima da direita especulativa e guerreira, que prospera sempre nos Estados Unidos.

Os desempregados de Tio Sam e os imigrantes que inundam o território americano votaram em Trump.

 Que promete Trump?

 Jogar 1 trilhão de dólares na recuperação da infraestrutura americana.

Jogada keynesiana clássica: aumento da oferta de quantidade de moeda na circulação capitalista.
Promove, dessa forma, 1 – aumento dos preços, 2 – diminuição dos salários, 3 – juros baixos, sem ser negativo, e 4 – perdão da dívida contraída a prazo.

Trata-se da combinação de quatro fatores que produzem, segundo Keynes, a eficiência marginal do capital(lucro).

Eis o remédio eterno do capitalismo, que desperta, nos empresários, o chamado espírito animal investidor.

Caso contrário, ele fica sonolento.

Ou seja, o papo furado dos neoliberais, entre eles os que assessoram Temer, como Meirelles e cia ltda, não é solução, é problema.


Tentar resolver crise capitalista com recessão decorrente de congelamento de gastos públicos por vinte anos, via PEC 55, em tramitação no Senado, é, simplesmente, suicídio.

Trump saiu, diante da crise que abala o capitalismo americano, com a solução Lula, adotada depois da bancarrota de 2008.

Em 2016, oito anos depois, os Estados Unidos ainda não saíram do crash.

Isso não é novidade.

A crise de 1929 durou 14 anos, até 1943.

Roosevelt apostou no conselho de Keynes; elevou o deficit público a 144% do PIB, como alternativa ao neoliberalismo que havia estourado em 1929.

Ficam por aí, agora, esses neoliberais economicidas pregando arrocho fiscal…

Há, há, há.

Se os Estados Unidos seguissem os conselhos deles não teriam se transformado em potência mundial.
Ao contrário, seguiram o conselho de Keynes:

“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego -, exceto em condições de guerra; se os Estados Unidos se INSENSIBILIZAREM para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força.”

 Os gastos bélicos e espaciais são, portanto, pura destruição de capital para desviar o capitalismo da produção de bens e serviços nos setores produtivos de modo a evitar superoferta de produção e consequente queda de preços e deflação.

 Afinal, apostar na deflação, como disse Keynes, é um erro eterno.

É o que está tentando os neoliberais de Temer com a PEC 55.

Certamente, Trump não jogará na lata de lixo a indústria que queima capital(indústria bélica e espacial), para salvar o capitalismo produtivo; vai, certamente, manter a retórica guerreira, mas desviar parte da destruição destinada à guerra para a infraestrutura nos Estados Unidos.

Os neoliberais de Temer estão confusos e desesperados: a jogada de Trump puxa os juros aqui dentro do Brasil e bombeia a dívida pública.

Destrói o argumento central da PEC 55 de que se faz necessário, como primeiro passo para vencer a crise, reduzir a relação dívida/PIB, congelando, por vinte anos, os gastos primários, enquanto deixam soltos os gastos financeiros, que levam à bancarrota financeira.

Irracionalidade monumental.

Quando ainda apenas sonhava em chegar à Casa Branca, Trump manifestou admiração por Lula.
Teria sido uma inocência, ingenuidade?


A direita brasileira, com a PEC, mantém Lula mais vivo do que nunca, porque o projeto dela é o da Hillary, candidata à derrota certa.

Forças Armadas são alvo central do golpe neoliberal antinacional do impeachment





O impeachment, meramente, político contra a presidenta Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade devidamente caracterizado, de acordo com respeitáveis especialistas do direito brasileiro e de técnicos abalizados, que rechaçaram, com argumentos sólidos e consistentes, os motivos alegados no relatório Anastasia para sua consecução, é, apenas, aparência, construída de argumentos falsos segundo os quais o governo dilmista – coalisão PT-PMDB – levou o Brasil para o buraco e crise econômica e financeira, justificativa final para seu afastamento, à revelia da aprovação de 54 milhões de eleitores que o sufragaram nas urnas. A essência fundamental do impeachment é outra, muito mais profunda, relacionada aos interesses internacionais, representados pelo governo interino golpista antinacional de Michel Temer, desejosos e empenhados, no ambiente da crise global, que abala o capitalismo mundial, em destruir a estrutura econômica nacional, sucateá-la e impedir, principalmente, a construção do projeto de desenvolvimento nacionalista, constante do plano nacional de defesa, aprovado no Congresso Nacional, com participação decisiva das Forças Armadas e todo aparato estatal, ao longo de 2005, 2007 e 2008. O Plano Nacional de Defesa compõe de três partes: POLÍTICA NACIONAL DE DEFESA(2005), ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA(2007) e DOUTRINA MILITAR DE DEFESA(2008), partes orgânicas componentes da DOUTRINA BRASILEIRA DE DEFESA. A mídia golpista antinacional, entreguista, jamais discutiu esses três alentados documentos que norteiam projeto nacionalista desenvolvimentista concebido pelas Forças Armadas para promover desenvolvimento econômico sustentável para o Brasil. Um crime de lesa pátria.



COMANDANTES DAS FORÇAS ARMADAS, ALMIRANTE EDUARDO LEAL FERREIRA, MARINHA; GENERAL EDUARDO VILAS BOAS, EXÉRCITO, E BRIGADEIRO NIVALDO ROSSATO, AERONÁUTICA, ESTÃO DIANTE DO DESASTRE NEOLIBERAL ANTINACIONAL QUE JOGA POR TERRA O PROJETO NACIONALISTA DESENVOLVIMENTISTA QUE CONSEGUIRAM, NO GOVERNO LULA, APROVAR NO CONGRESSO NACIONAL.  O impeachment, meramente, político contra a presidenta Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade devidamente caracterizado, de acordo com respeitáveis especialistas do direito brasileiro e de técnicos abalizados, que rechaçaram, com argumentos sólidos e consistentes, os motivos alegados no relatório Anastasia para sua consecução, é, apenas, aparência, construída de argumentos falsos, enganosos, escapistas, diversionistas, segundo os quais o governo dilmista – coalisão PT-PMDB – levou o Brasil para o buraco e crise econômica e financeira, justificativa final para seu afastamento, à revelia da aprovação de 54 milhões de eleitores que o sufragaram nas urnas.


A essência fundamental do impeachment é outra, muito mais profunda, relacionada aos interesses internacionais, representados pelo governo interino golpista antinacional de Michel Temer, desejosos e empenhados, no ambiente da crise global, que abala o capitalismo mundial, em destruir a estrutura econômica nacional, sucateá-la e impedir, principalmente, a construção do projeto de desenvolvimento nacionalista, constante do plano nacional de defesa, aprovado no Congresso Nacional, com participação decisiva das Forças Armadas e todo aparato estatal do Governo Lula, ao longo de 2005, 2007 e 2008.

O Plano Nacional de Defesa compõe-se de três partes: POLÍTICA NACIONAL DE DEFESA(2005), ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA(2007) e DOUTRINA MILITAR DE DEFESA(2008), partes orgânicas componentes da DOUTRINA BRASILEIRA DE DEFESA.
A mídia golpista antinacional, entreguista, jamais discutiu esses três alentados documentos que norteiam projeto nacionalista desenvolvimentista concebido pelas Forças Armadas, com o governo lulista, para promover desenvolvimento econômico sustentável para o Brasil.
Um crime de lesa pátria. O golpe do impeachment é uma ação política conservadora, reacionária, antinacional, que visa não, apenas, tirar Dilma do poder – e afastar a experiência nacionalista histórica  que estava em desenvolvimento – mas, sobretudo, representa golpe   geopolítico contra as Forças Armadas Brasileiras.

 Fundamentalmente, o programa econômico neoliberal antinacional de Michel Temer, conduzido pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, homem do mercado financeiro especulativo internacional, com amplo apoio do poder midiático, é incompatível com o Plano Nacional de Defesa, cujas premissas propõem construção de projeto de desenvolvimento econômico nacionalista, para estruturar, em bases sólidas, a integração econômica nacional.

O conjunto de iniciativas estratégicas do plano, concebido pela primeira vez na história brasileira, durante o governo Lula, visa construção de autêntica geopolítica nacional.
Seu objetivo essencial é a integração econômica do território brasileiro, aliança material-espiritual-cultural-econômica com a América do Sul e maior inserção do Brasil na geopolítica global, no compasso das relações internacionais que levaram o País a ter participação decisiva no concerto das nações, especialmente, nos últimos 15 anos.

O Brasil, segundo a ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA, “desfruta, a partir de sua estabilidade política e econômica, uma posição de destaque no contexto internacional, o que exige nova postura no campo da Defesa, a ser consolidada através do envolvimento do povo brasileiro. À sociedade caberá, por intermédio de seus representantes do sistema democrático e por meio da participação direta no debate, aperfeiçoar as propostas apresentadas”. Ou seja, propõe o PLANO NACIONAL DE DEFESA, de forma estratégica, UNIÃO CÍVICO-MILITAR nacionalista na construção de uma geopolítica nacional, cuja base material se desenvolverá com construção e fortalecimento da indústria nacional de defesa, como fator de integração nacional.

 Trata-se, portanto, de algo que a burguesia nacional, historicamente, dependente das forças econômicas e financeiras externas, configurando sua intrínseca fragilidade, jamais conseguiu efetivar em nome do interesse nacional.

A partir da indústria nacional de defesa, base para integração econômica, ampliar-se-á cadeia produtiva para construção da industrialização nacional sustentável, com três objetivos específicos, diz o Plano:

1 – Independência nacional, efetivada pela mobilização de recursos físicos, econômicos e humanos, para o investimento no potencial produtivo do País, aproveitando a poupança estrangeira, mas sem dela depender;
2 – Independência nacional, alcançada pela capacitação tecnológica autônoma, inclusive nos estratégicos setores espacial, cibernético e nucelar. Não é independente quem não tem o domínio das tecnologias sensíveis, tanto para a defesa como para o desenvolvimento; 
3 – Independência nacional, assegurada pela democratização de oportunidades educativas e econômicas e pelas oportunidades para ampliar a participação popular nos processos decisórios da vida política e econômica do País. O Brasil não será independente enquanto faltar para parcela do seu povo condições para aprender, trabalhar e produzir.

Comparadas essas premissas constantes do Plano Nacional de Defesa, que vincula melhor qualidade de vida da população à segurança nacional, como necessárias e imprescindíveis ao desenvolvimento econômico sustentável, com o programa econômico neoliberal do governo Temer, intitulado Ponte para o Futuro, de natureza, essencialmente, mercadológica, submetido às determinações do mercado financeiro, tem-se duas visões de mundo completamente divergentes e inconciliáveis:
Uma, nacionalista, desenvolvimentista, integracionista, sustentável, a partir do desenvolvimento estruturante da indústria de defesa e sua consequente cadeia produtiva, associada ao desenvolvimento científico e tecnológico; outra, antinacional, cuja propostas básicas são desmobilização do patrimônio nacional como premissa para ajuste econômico neoliberal, submetido aos interesses do mercado financeiro especulativo.

O programa antinacional Temer, fundamentalmente, requer supressão de direitos sociais, econômicos, trabalhistas, previdenciários, assegurados, constitucionalmente, bem como desvinculação de conquistas econômicas, como valorização do salário mínimo vinculados aos reajustes dos benefícios previdenciários, programas sociais distributivos de renda, mais privatização da educação, da saúde e, como ressaltou o ministro Meirelles, de todas as empresas estatais. Com ele e Serra, o pré sal e a Petrobrás vão para o sal.

O Plano Temer de desmobilização do patrimônio nacional, que deixa a sociedade vendida ao acaso das improvisações do mercado comandado pelos especuladores, bate de frente com o novo e moderno conceito de segurança nacional determinado pela Escola de Copenhague ao qual se associam as Forças Armadas.

 A consolidação das conquistas sociais, em matéria de educação, saúde, segurança, emprego, previdência social, leis do trabalho, de maneira a proteger os trabalhadores da volatilidade das políticas determinadas pelo mercado financeiro especulativo, são, conforme Escola de Copenhague, os principais fatores de segurança social, econômica e política do País.

Vale dizer, o plano Temer é pura insegurança social, econômica, política e jurídica, do ponto de vista do Plano de Defesa Nacional, para o qual a estabilidade requer grandes investimentos em programas sociais, para preparação do elemento humano a ser ocupado pela industrialização assentada nos interesses nacionais, requerendo preparação educativa, em escala massiva e crescente.

Sem educação, sem segurança, sem saúde, ameaçadas pelo plano neoliberal do governo Temer, o que se terá pela frente será, do ponto de vista do Plano de Defesa Nacional, permanente insegurança, em razão da desmobilização das forças produtivas, que a prioridade dada ao mercado, no jogo econômico, produz, acelerando, consequentemente, insegurança social que afeta de morte a soberania nacional.

A nova geopolítica brasileira, expressa no Plano Nacional de Defesa, aprovado no Congresso, constante, atualmente, do ordenamento jurídico brasileiro, representa, portanto, arma nacionalista de inserção soberana do Brasil na geopolítica global, com poder de influência suficiente para evitar dependência do unilateralismo vigente, comandado pelas forças dominantes sob influência da diplomacia financeira, imperialista e especulativa do dólar.

 Com a geopolítica independente, constante do Plano Nacional de Defesa, o Brasil afirma-se, soberanamente, no espaço geopolítico internacional, com novos rumos da economia e da política mundial ao longo do século 21.

 Será essa geopolítica, ou seja, será a implementação de um projeto de desenvolvimento nacionalista, expressão dessa geopolítica, como destacou o comandante do Exército, general Eduardo Vilas Boas, em palestra no Cube, no Dia do Exército, que livrará o Brasil das instabilidades globais, decorrentes das flutuações econômicas e financeiras especulativas, produzidas pelo instável capitalismo sob domínio do dólar americano, que virou fator de crônica instabilidade mundial, tornando impossível a afirmação da soberania nacional dos demais países.

Ao bater de frente com o plano nacional de defesa, o programa econômico neoliberal antinacional de Temer fere de morte a geopolítica brasileira que as Forças Armadas, junto com todo o aparato estatal, conseguiram, no Congresso Nacional, aprovar entre 2005 e 2008, para promover a integração econômica nacional sustentável.

Categoria: (Cultura, Economia, Política).



domingo, 27 de novembro de 2016

Moro violou também o Estatuto dos Advogados durante audiências, diz defesa de Lula


Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro violou também a lei número 8.906/1944, conhecida como Estatuto dos Advogados, que assegura à defesa o uso da palavra, "pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvda em relação aos fatos". Em nota à imprensa, a defesa do ex-presidente Lula no caso triplex disse que Moro resolveu impedir manifestações dos advogados da banca alegando que eles andam "tumultuando" as audiências com as testemunhas de acusação.
Nas primeiras sessões, Moro recebeu protestos de Cristiano Zanin Martins, Juarez Cirino e José Roberto Batochio porque fez e permitiu que o Ministério Público Federal também fizesse perguntas às testemunhas sobre assuntos que não estão no escopo da acusação e fogem da alçada de Moro. É o caso da obstrução da Lava Jato por Delcídio do Amaral, investigado pela Justiça Federa de Brasília. Moro alegou que estava permitindo essas questões porque elas fomentam um "contexto probatório" que "interessa ao Juízo".
Diante das manifestações dos advogados - que decidiram não silenciar diante da postura do juiz - Moro cortou o microfone a gravação algumas vezes.
Para a defesa de Lula, isso consiste em uma "nova tática de lawfare", para "dificultar a atuação dos advogados" de Lula e Marisa Letícia.
Os advogados já protocolaram uma petição pedindo que o magistrado pare de desrespeitar também o artigo 212 do Processo de Código Penal, que diz como o juiz deve lidar com as inquirições de testemunhas.

Abaixo, a nota da defesa de Lula na íntegra.
O juiz da 13a. Vara Federal Criminal de Curitiba passou a utilizar uma nova tática de lawfare no caso do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva e de sua esposa Marisa Letícia, que consiste na tentativa de dificultar a atuação dos seus advogados. O juiz vem qualificando a legitima formulação de questões de ordem como intenção de tumultuar as audiências de instrução. Por diversas vezes, impediu que a defesa pudesse fazer uso da palavra, em aparente esforço para criar clima de hostilidade.
A lei no. 8.906/1994 (Estatuto dos Advogados), em seu art. 7o, inciso X, assegura ao advogado “usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida em relação aos fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como replicar acusação ou censura que lhe forem feitas”. É clara a violação a essa disposição legal como registrado em petição protocolada.
Hoje (24/11), foi ouvida a 8a. testemunha arrolada pelo Ministério Público Federal, o delator Nestor Cerveró. Tal como as demais testemunhas da acusação, Cerveró negou ter conhecimento de qualquer envolvimento do ex-Presidente Lula em ilegalidades ou recebimento de vantagens indevidas no âmbito da Petrobras: “Minhas reuniões com o ex-Presidente Lula sempre foram em conjunto com a diretoria. Nunca tive uma conversa privada sobre esse assunto [utilização da diretoria da Petrobras para fazer pagamentos indevidos] com o Presidente”.
Cerveró voltou a desmentir o senador cassado Delcídio do Amaral quanto à acusação de Lula ter tentado interferir no seu processo de delação premiada. Segundo ele, a pressão foi para que ele “não envolvesse o nome do Delcídio”. Ele também negou ter conhecimento de recebimento de qualquer vantagem indevida por meio de um tríplex no Guarujá.
Dessa forma, fica claro, a partir dos depoimentos dos próprios delatores arrolados pelo MPF, o caráter frívolo das acusações formuladas contra o ex-Presidente Lula, característica do lawfare, que é o uso dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

Leia mais:

A carta de Snowden que fala diretamente aos brasileiros



17 de dezembro de 2013 às 08h16

CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL

EDWARD SNOWDEN, publicado na Folha

Seis meses atrás, emergi das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA para me posicionar diante da câmera de um jornalista. Compartilhei com o mundo provas de que alguns governos estão montando um sistema de vigilância mundial para rastrear secretamente como vivemos, com quem conversamos e o que dizemos.

Fui para diante daquela câmera de olhos abertos, com a consciência de que a decisão custaria minha família e meu lar e colocaria minha vida em risco. O que me motivava era a ideia de que os cidadãos do mundo merecem entender o sistema dentro do qual vivem.

Meu maior medo era que ninguém desse ouvidos ao meu aviso. Nunca antes fiquei tão feliz por ter estado tão equivocado. A reação em certos países vem sendo especialmente inspiradora para mim, e o Brasil é um deles, sem dúvida.

Na NSA, testemunhei com preocupação crescente a vigilância de populações inteiras sem que houvesse qualquer suspeita de ato criminoso, e essa vigilância ameaça tornar-se o maior desafio aos direitos humanos de nossos tempos.

A NSA e outras agências de espionagem nos dizem que, pelo bem de nossa própria “segurança” –em nome da “segurança” de Dilma, em nome da “segurança” da Petrobras–, revogaram nosso direito de privacidade e invadiram nossas vidas. E o fizeram sem pedir a permissão da população de qualquer país, nem mesmo do delas.

Hoje, se você carrega um celular em São Paulo, a NSA pode rastrear onde você se encontra, e o faz: ela faz isso 5 bilhões de vezes por dia com pessoas no mundo inteiro.

Quando uma pessoa em Florianópolis visita um site na internet, a NSA mantém um registro de quando isso aconteceu e do que você fez naquele site. Se uma mãe em Porto Alegre telefona a seu filho para lhe desejar sorte no vestibular, a NSA pode guardar o registro da ligação por cinco anos ou mais tempo.

A agência chega a guardar registros de quem tem um caso extraconjugal ou visita sites de pornografia, para o caso de precisarem sujar a reputação de seus alvos.
Senadores dos EUA nos dizem que o Brasil não deveria se preocupar, porque isso não é “vigilância”, é “coleta de dados”. Dizem que isso é feito para manter as pessoas em segurança. Estão enganados.

Existe uma diferença enorme entre programas legais, espionagem legítima, atuação policial legítima –em que indivíduos são vigiados com base em suspeitas razoáveis, individualizadas– e esses programas de vigilância em massa para a formação de uma rede de informações, que colocam populações inteiras sob vigilância onipresente e salvam cópias de tudo para sempre.

Esses programas nunca foram motivados pela luta contra o terrorismo: são motivados por espionagem econômica, controle social e manipulação diplomática. Pela busca de poder.

Muitos senadores brasileiros concordam e pediram minha ajuda com suas investigações sobre a suspeita de crimes cometidos contra cidadãos brasileiros.

Expressei minha disposição de auxiliar quando isso for apropriado e legal, mas, infelizmente, o governo dos EUA vem trabalhando arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo, chegando ao ponto de obrigar o avião presidencial de Evo Morales a pousar para me impedir de viajar à América Latina!

Até que um país conceda asilo político permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir com minha capacidade de falar.

Seis meses atrás, revelei que a NSA queria ouvir o mundo inteiro. Agora o mundo inteiro está ouvindo de volta e também falando. E a NSA não gosta do que está ouvindo.

A cultura de vigilância mundial indiscriminada, que foi exposta a debates públicos e investigações reais em todos os continentes, está desabando.

Apenas três semanas atrás, o Brasil liderou o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para reconhecer, pela primeira vez na história, que a privacidade não para onde a rede digital começa e que a vigilância em massa de inocentes é uma violação dos direitos humanos.

A maré virou, e finalmente podemos visualizar um futuro em que possamos desfrutar de segurança sem sacrificar nossa privacidade.

Nossos direitos não podem ser limitados por uma organização secreta, e autoridades americanas nunca deveriam decidir sobre as liberdades de cidadãos brasileiros.

Mesmo os defensores da vigilância de massa, aqueles que talvez não estejam convencidos de que tecnologias de vigilância ultrapassaram perigosamente controles democráticos, hoje concordem que, em democracias, a vigilância do público tem de ser debatida pelo público.

Meu ato de consciência começou com uma declaração: “Não quero viver em um mundo em que tudo o que digo, tudo o que faço, todos com quem falo, cada expressão de criatividade, de amor ou amizade seja registrado. Não é algo que estou disposto a apoiar, não é algo que estou disposto a construir e não é algo sob o qual estou disposto a viver.”

Dias mais tarde, fui informado que meu governo me tinha convertido em apátrida e queria me encarcerar. O preço do meu discurso foi meu passaporte, mas eu o pagaria novamente: não serei eu que ignorarei a criminalidade em nome do conforto político. Prefiro virar apátrida a perder minha voz.

Se o Brasil ouvir apenas uma coisa de mim, que seja o seguinte: quando todos nos unirmos contra as injustiças e em defesa da privacidade e dos direitos humanos básicos, poderemos nos defender até dos mais poderosos dos sistemas.

Tradução de CLARA ALLAIN


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Força Tarefa na prisão do garotinho



Xadrez dos interesses ocultos nas operações das Forças Tarefa

Data: 22/11/2016 
Fonte:. GGN
Autor: Luís Nassif

Peça 0 – a título de prefácio.

Adapto o exemplo abaixo de um modelo de Júlio Sameiro, visando aplicar os chamados princípios de Kant (http://migre.me/vynAu).

Um procurador descobre um malfeito de uma autoridade.

Quais as três decisões possíveis?

a)Não fez nada, porque a autoridade, além de muito influente, era do seu time.
b)Apurou rigorosamente o crime para ganhar reputação ou por outras formas de interesse.
c)Apurou o crime pelo fato de ser sua função apurar crimes.

Das três opções, a única moralmente legítima é a C. E é a menos utilizada pelo Ministério Público Federal, desde que passou a disputar o protagonismo político e a se envolver em pactos de sangue com a velha mídia.

Na A, ele segue seus interesses pessoais, no caso ligados aos grupos de interesses blindados. É o caso da inação do Procurador Geral da República (PGR) e da Lava Jato com políticos do PSDB.

Na B, ele apura rigorosamente, mas obedecendo a propósitos partidários (eliminar o PT), ou então para atender a interesses estratégicos da corporação – a ofensiva contra o presidente do Senado, 
Renan Calheiros, dias depois de ele anunciar medidas contra os salários que ultrapassam os tetos e votar o Projeto de Lei contra abusos de autoridade.

Apenas a alternativa C é moralmente legítima.

O fato é que o Estado de Exceção defendido por Luís Roberto Barroso, o iluminista de Monsaraz, abre espaço para todo tipo de jogada. Cria-se a figura do inimigo e, por baixo da guerra santa, há guerras comerciais, disputas partidárias, interesses corporativos e até confronto entre organizações criminosas. Tudo escondido debaixo do manto da luta contra a corrupção.

O caso Garotinho, até agora, é o exemplo mais flagrante do que acontece quando se derrubam os limites legais à atuação dos agentes públicos.

Peça 1 – Garotinho é utilizado para diminuir o efeito-Cabral.

A prisão com estardalhaço dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Sérgio Cabral são ingredientes típicos da Alternativa B.

O Ministério Público Federal necessitava de um fato político de impacto para pressionar senadores a acatar integralmente as tais 10 Medidas contra a Corrupção, impedi-los de votar o Projeto de Lei contra Abuso de Autoridades e investigar os vencimentos acima do teto no serviço público.

Soltam, então, a bomba Sérgio Cabral Filho, que vinha sendo maturada há tempos.

Mas, aí, abririam um flanco contra a Globo.

O ex-governador Garotinho ameaçava divulgar um dossiê contra autoridades do Estado envolvidas no esquema de Cabral, assim que o adversário fosse preso. Dentre elas, o ex-futuro presidente do Tribunal de Justiça  do Rio de Janeiro, Luiz Zveiter, estreitamente ligado à Globo (http://migre.me/vynPH).

Zveiter controla um amplo espectro de relações no TJRJ. Ao lado da esposa de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, teve papel central para convencer o governo Lula a indicar Luiz Fux para o STF (Supremo Tribunal Federal). Em retribuição, Fux tem procurado matar no peito as ações contra Zveiter (http://migre.me/vynSB).

Dias atrás, uma não-ação da presidente Carmen Lúcia, claramente alinhada com a Globo, e do corregedor José Otávio de Noronha, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), livrou Zveiter de um Processo Administrativo Disciplinar (http://migre.me/vynYA).

Como impedir, então, que Garotinho levasse à frente seu intento e denunciasse os esquemas em vigor na Justiça carioca, deixando em maus lençóis seu parceiro, a Globo?

A maneira encontrada foi simultaneamente prender Garotinho para dividir o foco das atenções e colocar mais gás na pressão sobre o Congresso.

Peça 2 - Os antecedentes.

Garotinho é acusado de crime eleitoral. Em nenhuma hipótese se justificariam interceptações telefônicas e, menos ainda, prisão preventiva. O estardalhaço montado visou mais do que isso, o seu assassinato político.

Não se pense que Garotinho seja figura ilibada.

No inquérito, é acusado de utilizar politicamente o programa Cheque Cidadão nas últimas eleições. O programa tinha 11 mil inscritos, entrando após avaliação e estava fechado há tempos por limitações financeiras. Segundo as denúncias, Garotinha teria inflado com mais 18 mil beneficiários, indicados pelos candidatos a vereador. E teria ameaçado testemunhas.

No despacho, o juiz Glaucenir Silva de Oliveira acusa Garotinho de se valer dos meios de comunicação – seu Blog e o jornal Diário, de Campos – "para causar temor e insegurança jurídica perante os munícipes e gerando também a descredibilidade da população nos ditames da lei e no trabalho da Justiça Eleitoral”.

Recorre à estratégia da Lava Jato de desqualificar qualquer crítica como obstáculo às investigações. Aliás, imita a Lava Jato até na menção ao discurso de Roosevelt sobre a corrupção: “Conforme discursou o presidente Franklin Roosevelt, ao Congresso Americano no dia 7 de dezembro de 1903, não existe crime mais sério que a corrupção”.

Naquele ano, Franklin Delano Roosevelt tinha 21 anos e nem pensava em ser presidente. Quem disse isso foi Theodore Roosevelt.

Peça 3 – os abusos.

Como se pode conferir no despacho do juiz, Garotinho não é propriamente flor que se cheire. Em episódios anteriores, inclusive, foi acusado de se aliar ao delegado Paulo Cassiano – seu atual verdugo – para manipular eleições da cidade de Santa João da Barra.

Mas o juiz, os procuradores e os delegados da Polícia Federal atropelaram o Código Penal e as leis que definem os abusos de autoridade. Montaram um espetáculo midiático indesculpável na prisão de Garotinho e de Sérgio Cabral.

Armaram uma operação de guerra, avisaram a imprensa e promoveram um ato de vingança, ordenando o envio de ambos para o Presídio de Bangu, expondo-os ao achincalhe da população. 

Cabral foi exibido com cabelo raspado e roupa de presidiário.

Mas, como diz o Ministro Barroso, comendador da Ordem de Cosme Velho, o momento exige mais exceção e menos direitos.

A jovem advogada que é o que Barroso foi.

Aqui, uma pequena pausa para um momento de esperança.

Não partiu de Barroso, o iluminista do Projac,  a condenação daquele espetáculo circense. Mas de uma jovem advogada, Maria Eduarda Freire Alves (http://migre.me/vy9ni) com muito mais maturidade e respeito pelos direitos, que comparou com as cenas do Coliseu romano e anunciou que ela não compartilharia daquele espetáculo. Professor de centenas de alunos, Barroso não conseguiu manter acesa a chama da democracia, que jovens como Maria Eduarda carregam no peito.

Peça 3 - O problema cardíaco

Toda a operação destinada a desumanizar Garotinho e transformá-lo em Inimigo Público Número Um esbarrou, contudo, em uma crise cardíaca não prevista que acometeu Garotinho e o levou ao Hospital Souza Aguiar.

Mesmo assim, o juiz Glaucenir atropelou recomendações médicas e ordenou que fosse literalmente arrastado para o hospital do presídio. Qual a razão para tamanha radicalização?

Comportou-se da mesma maneira impiedosa do juiz Ademar de Vasconcellos, ao impedir que José Genoino, em crise cardíaca, após uma cirurgia de alto risco, pudesse receber tratamento médico adequado (http://migre.me/vyf7j). A vida de Genoíno foi salva por uma moça corajosa, supervisora dos presídios do Distrito Federal.

O episódio de Garotinho na maca, coberto por um lençol, lutando contra a remoção, chocou até a opinião pública contrária a ele.

De repente, toda a construção jurídico-midiática, de desumanização do inimigo, de tirá-lo da condição de indivíduo, com direitos, foi por  água abaixo. Por falta de reflexo da cobertura, todos os holofotes acabaram se concentrando na cena de Garotinho sendo arrastado para a ambulância. 

Meramente porque não houve tempo para as chefias se darem conta do estrago que a cena traria para a operação.

E aí entra em cena nem se diga a falta de humanidade, mas a falta de esperteza desse espírito animalesco que rege os atos dos justiceiros: o juiz Glaucenir tratou de ampliar a imagem de martírio ordenando que, mesmo com crise cardíaca, Garotinho fosse transportado para Bangu.

De nada adiantaram os riscos à saúde e os riscos de vida – como ex-Secretário de Segurança, Garotinho tem inúmeros adversários no presídio, colocando sua vida em risco. Praticou-se, ali, um ato de vingança e, pensava-se, um assassinato político, enquanto jornais como O Globo e o Estadão celebravam a humilhação imposta a Garotinho.

No Estadão, fizeram um levantamento dos melhores memes criados em cima da cena degradante de Garotinho sendo transportado para uma ambulância e a família chorando (http://migre.me/vygqk). A Rede Globo difundiu a imagem em seus telejornais. Deu-se carne fresca a uma opinião pública doente.

As imagens foram tão chocantes que, no lado saudável da opinião pública, criou uma onda de indignação que superou a pós-verdade da Globo. Menos Luís Roberto Barroso, o renascentista da Globonews, para quem o direito penal do inimigo é a maneira de transportar o país para o novo século.

Peça 4 - a nova desconstrução.

Houve então a necessidade premente de nova desconstrução da imagem de Garotinho, para retirar-lhe o ar de vítima.

No plano familiar, o colunista Artur Xexeo – há muitos anos especializado em desmoralizar pessoas, especialmente mulheres, que ousem criticar seu empregador – cometeu um artigo covarde explorando o desespero da filha de Garotinho (http://migre.me/vyo8Y). E a força-tarefa colocou em prática um conjunto de expedientes midiáticos, que compõem uma espécie de manual tácito da contrainformação, para se prevalecer do apoio da mídia.

Estratégia 1 – amplie as suspeitas sobre o réu.

O juiz Glaucenir informa que recebeu uma proposta de suborno de Garotinho e seu filho, entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões. No tribunal utilizado para a denúncia – a mídia – não aparece nenhuma prova da suposta tentativa. Nem se explica a razão do juiz ter mantido a informação em sigilo por mais de um mês, nem o fato de não ter dado voz de prisão ao subornador.

Estratégia 2 – coloque sob suspeita qualquer autoridade que possa se contrapor às arbitrariedades cometidas.

O juiz Glaucenir tratou de criminalizar a denúncia de Garotinho à corregedoria da Polícia Federal e colocar sob suspeita o corregedor, baseado em grampos, nos quais Garotinho meramente menciona que conversou com o corregedor ((http://migre.me/vyfiu)). Quem reforça as suspeitas é o delegado Paulo Cassiano, sobre quem se falará mais abaixo.

Essa estratégia, aliás, foi aplicada pela Lava Jato, quando os delegados – chefiados por Igor Romário – passaram a ser alvo de investigação devido às denúncias de grampo na cela em que se encontrava o doleiro Alberto Yousseff. Imediatamente procuradores saltaram em defesa dos delegados, denunciando os colegas de terem pago o Estadão para a publicação do dossiê dando conta das campanhas do grupo por Aécio Neves, no Facebook.

Através do Fantástico, a Força-Tarefa e a Globo fizeram o mesmo com a Ministra Luciana Lossio, que ordenou a transferência de Garotinho para prisão domiciliar. Matéria do Estadão tratou com suspeição o fato de Garotinho manter contato com ela, para alertá-la sobre os abusos (http://migre.me/vyfpw). Esse mesmo modelo de se valer de grampos ou delações e criminalizar contatos entre inimigos e juízes foi largamente utilizado pela Lava Jato para intimidar magistrados.

Nem isso sensibilizou o Ministro Barroso, a linha Maginot da democracia, que foi colocado para correr com os primeiros ataques desqualificadores que recebeu dos blogs de Veja.

Estratégia 3 – crie uma ameaça para fortalecer a imagem de heroísmo da Força Tarefa.

O procurador que chefiava a operação, Sidney Madruga, solicitou medidas de emergência contra ameaças que pairavam sobre o grupo (http://migre.me/vyfsg). A manchete do Globo informava que “prisão de Garotinho gera pedido de segurança a promotores e juízes”. Vai-se garimpar a informação e fica-se sabendo que um procurador recebeu um telefonema anônimo e não sabia informar qual a motivação. Apenas isso.

No dia seguinte, confirma-se a angioplastia em Garotinho, para a implantação de stents.

Peça 4 – os personagens do caso Garotinho.

Mas a parte melhor da história é agora. Vamos conferir quem são os personagens que mereceram cobertura total do Ministério Público Federal e da Rede Globo.

O quebra-cabeças será montado em torno de Tucuns, um mega-escândalo de 15 anos atrás.

Personagem 1 – o advogado Arakem Rosa.

Foi acusado de ter se apropriado e negociado uma área de reserva ambiental na praia de Tucuns ((http://migre.me/vygPt), no que foi considerado o maior escândalo imobiliário de Búzios, um escândalo graúdo, de disputa de terras, uma área de 5,6 milhões de m2, que acabou promovendo remoção e punição de vários juízes e procuradores.

Personagem 2 – Paulo César Barcelos Cassiano.

Pai do delegado Paulo Cassiano, principal algoz de Garotinho, Paulo César foi nomeado interventor na Santa Casa de Misericórdia de Campos, depois que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento do provedor Benedito Marques dos Santos Filho (http://migre.me/vyhKa).
Personagem 3 – Promotor Leandro Manhães.

Na qualidade de promotor de Justiça de Tutela Coletiva de Campos, coube a Leandro Manhães entrar com a ação cautelar que levou à intervenção na Santa Casa (http://migre.me/vyhTj), na gestão Rosinha Garotinho na prefeitura. Leandro era um dos proprietários de terrenos no projeto imobiliário de Araken Rosa.

Personagem 4 – juiz Ralf Manhães.

Intervém quando Rosinha, com base na opinião de outro procurador, ameaça retomar a Santa Casa.  Além de ameaçar os membros do MP, Manhães ordena à prefeitura que libere R$ 3 milhões para a Santa Casa (http://migre.me/vyi5T). Não se sabe o nível de parentesco com o promotor Leandro Manhães.

Personagem 5 – delegado Paulo Cassiano.

Delegado da Polícia Federal, é um delegado polêmico. Evangélico, exibicionista, em 2014 acusou a Universidade Federal de Santa Catarina de ser “um antro de maconheiros” (http://migre.me/vygxf).
Já mandou para a cadeia dois prefeitos do interior, em São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, ambas no Rio de Janeiro. Nos dois casos, foi acusado de partidarismo político.

Em 2012, a poucos dias das eleições, chegou a propor a prisão preventiva da prefeita Carla Machado, de São João da Barra, na Operação Machadada. O juiz Leonardo Antonelli indeferiu. No mesmo dia, Cassiano ordenou a prisão em flagrante de Carla na véspera das eleições, claramente com a intenção de influenciar o eleitorado.

Não apenas isso, como divulgou vídeos da prefeita (http://migre.me/vyiUu) a poucos dias das eleições.

Acusada de comprar votos, mais tarde a prefeita representou contra Paulo Cassiano junto à corregedoria da Polícia Federal e conseguiu seu afastamento da PF de Campos.

Na ocasião, Carla Machado acusou-o de trabalhar a serviço de Garotinho. Na época da convenção do PMDB local, Cassiano estacionou viaturas da Polícia Federal em frente o almoxarifado da Secretaria da Saúde, sem mandado judicial, criando um estardalhaço na cidade, segundo relatou Carla em sua página no Facebook (http://migre.me/vyiFt).

Tempos depois, um técnico de Campos confessou que tinha grampeado a prefeita em conluio com o delegado Cassiano (http://migre.me/vyiRu). Apesar da flagrante ilegalidade e de ter atropelado diversos capítulos da lei que dispõe sobre crimes de abuso de autoridades, nada de mais relevante aconteceu com Cassiano.
Nas últimas eleições, foi  acusado por Garotinho de telefonar pessoalmente para eleitores de Campos, pedindo votos para o candidato do PPS a prefeito, Rafael Diniz, eleito. Pelo WhatsApp comandou uma tal “corrente do bem” em favor de Diniz.

Personagem 6 – Fabiana Rosa.

Filha de Arakem Rosa na época do escândalo em São João da Barra, era Secretária da Saúde do município e foi acusada pelo delegado Cassiano  de distribuir remédios com prazo de validade vencido.

Tempos depois, o pai de Cassiano, Paulo César Barcellos Cassiano, assume a interventoria na Santa Casa de MIserircórdia e leva Fabiana como auditora. Em seguida, ela é nomeada Secretária da Saúde da gestão de Rafael Diniz, o prefeito apoiado pelo delegado Cassiano.

Personagem 7 – o juiz Glaucenir.

Há um conjunto de fatos obscuros, descritos no post “Os mistérios da prisão de Garotinho” (http://migre.me/vydPY).

Conforme GGN já revelou, o juiz Glaucenir tem um histórico de truculência. Há o caso da Guarda Municipal de trânsito que foi indiciada por ele, após multa-lo (http://migre.me/vyg0U).

Antes disso, Glaucenir foi conduzido a uma delegacia em Vitória, acusado de ter sacado a arma em uma boate, contra o namorado de uma moça que teria sido incomodada por ele. Valeu-se da posição de juiz para manter a arma e o inquérito em sigilo (http://migre.me/vydAw).

Assumiu há um mês o caso.

Peça 5 – as guerras de quadrilhas em um país sem lei.

Há muito ainda a investigar nessas operações.

Delegados, procuradores, juízes são  agentes do Estado.  A maneira de controlar seus poderes é a obediência rigorosa às leis.

Quando o próprio  Ministro Luís Barroso, plenipotenciário magistrado do Jardim Botânico, defende o Estado de Exceção, significa o país abdicar de qualquer forma de controle sobre os agentes públicos.

Dali para frente, tudo pode acontecer, especialmente quando se monta a parceria com cartéis de mídia. Perde-se o filtro, da mesma maneira que as empresas quando passam a recorrer ao Caixa 2 e perdem o controle da contabilidade oficial.

A tibieza do Procurador Geral Rodrigo Janot, a cumplicidade dos Ministros do STF com o arbítrio – especialmente Carmen Lúcia e Luís Roberto Barroso -, a irresponsabilidade da mídia instauraram um faroeste em todo o país, do qual será muito difícil sair.
                 


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

LAVA JATO - ACABEM COM O CARRAPATO, MAS NÃO MATEM A VACA CHAMADA BRASIL




Lynce Naveira

Geólogo Sênior e Cientista Político


Fui criado em Goiás, mas nunca vi um fazendeiro, que na ânsia de acabar com

o carrapato de uma vaca leiteira, tenha encharcado o animal com gasolina e

tacado fogo no bicho.

Mas é exatamente o que está sendo feito, pelo Ministério Público Federal,

pela PGR, pela Polícia Federal, pelo Juiz Moro e pela mídia inconsequente,

irresponsável, partidária, apátrida, tendenciosa e sem nenhuma noção de

patriotismo e a serviço do capital internacional. Tudo isto fomentado por

aqueles que perderam a eleição e não a ganham há 04 pleitos seguidos e não

se conformam, e que de maneira inconsequente e irresponsável travaram o

país por todos os meios possíveis e imagináveis, estão desmontando a nossa

economia e nossas industrias a golpes de marreta, numa tentativa insana de

derrubar o governo da Presidente Dilma a qualquer custo e assim fizeram

para chegar ao poder através de um golpe, único jeito que eles viram de

chegar ao poder e ocupar a presidência da República, pois que credibilidade e

votos não têm.

É importante acabar com a corrupção, é necessário acabar com ela

urgentemente, pois ela rouba o dinheiro que era para a saúde pública, para a

educação, para a segurança, para a merenda escolar, da população mais

carente do país. Rouba a verba para a construção e manutenção das rodovias,

das ferrovias, dos portos, dos aeroportos, do saneamento básico e por aí vai.

Realmente é um crime hediondo, sempre tirando dos mais pobres.

Agora fica a pergunta:

Porque não fazem as investigações sem alarido, sem espetacularização???

De tal forma que as industrias nacionais não sejam destruídas, que o

desemprego não se alastre, que o país não vire terra arrasada, que não seja

arrastado para o lamaçal.

Enfim, acabem com o carrapato, mas não matem a vaca leiteira.

2

Pergunta-se ainda:

Porque só investigam a corrupção ligada ao governo do PT ( 2003 para cá) ???

Porque não investigam a corrupção da era PSDB (Governo FHC (Nacional),

com suas privatizações criminosas, PSDB paulista (Metrô, CPTN, Rodoanel de

São Paulo, desvio da MERENDA escolar das crianças (Pode?), de São Paulo,

governo Alkmin etc..), PSDB paranaense, PSDB mineiro, assassinatos de

vários jornalistas mineiros, assassinato do policial Arcanjo, que investigou e

denunciou a corrupção dos governos tucanos em Minas.

O PSDB goiano, que segundo a ex-vestal do Congresso Nacinal, Senador

Demóstenes Tôrres, tanto o PSDB como o DEM estão envolvidos ???

Porque não investigam a corrupção do DEM (Paranaense, carioca, baiano,

goiano, potiguar) ???

Porque não investigam a corrupção do PP (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro)?

Porque não investigam a corrupção do PMDB (Carioca e outros)???

Enfim, porque não investigam a corrupção dos outros partidos???

Porque só do PT? Perseguição, é isso ???

E porque, quando há denuncias de corrupção, se não for do PT, seja por

delação ou outros meios, o processo não é instaurado, a investigação não

prospera ? Por quê???

Por que invariavelmente dizem isto não vem ao caso.

Porque não reabrem e concluem a investigação e condenação dos envolvidos

do Caso BANESTADO (Paraná), como tem cobrado o Senador R. Requião???

Que segundo o Senador R. Requião envolve uma propina de 125 BILHÕES DE

DÓLARES ???

Propinas estas oriundas das privatizações criminosas do governo FHC

(PSDB), com 201 pessoas investigadas e arroladas em processos, sendo 91

delas políticos DEMO-TUCANOS e que, pasmem, o Juíz foi o Sr. Sérgio Moro

3

e o Procurador do caso foi o Sr. Carlos Fernando Lima e que a sua esposa

era, na condição de funcionária do BANESTADO, a responsável pela

transferência desta dinheirama para o exterior.

A pergunta que não quer calar é: porque o Sr. Moro não botou ninguém na

cadeia?

Porque não eram do PT ???

Porque, embora já tenha surgido uma série de denúncias dos membros dos

outros partidos, é sempre empurrada para debaixo do tapete e jamais

investigadas e muito menos punidos ???

Porque não houve uma única prisão sequer de membros de outros partidos

envolvidos em corrupção??? Será porque???

Porque os vazamentos são sempre seletivos???

Acredito, está faltando não apenas isenção, mas ética e, principalmente, uma

visão de Estado, tanto para o Ministério Público Federal, quanto para PGR,

para a P. Federal e também para a Justiça Federal (Principalmente do Paraná)

e até para certos membros do STF, que mandou prender o Senador Delcídio

do Amaral, antes de ele terminar de costurar os ajustes que seriam

importantes para o Brasil, que o prendessem, mas daí a um mês, quando teria

terminado a tarefa, faria diferença? E porque até hoje o Cunha continua

solto?

Como se explica o fato que nossos procuradores vêm fornecendo informações

que deviam estar em sigilo de justiça, dando munição a outro país, para que

possa destroçar a nossa maior empresa, a PETROBRAS, joia da coroa. Para

que possam processar a PETROBRAS e arrancar grandes e polpudas

indenizações por supostos prejuízos de investidores estrangeiros na nossa

petroleira.

Vocês acham que se fosse o contrário os EUA permitiriam tal prática de lesa

pátria???

4

Claro que não.

Porque nenhum Diretor de empresas estrangeiras envolvidas, tanto no

escândalo da LAVAJATO, como na corrupção do Metrô de S. Paulo e da CPTN

(Corrupção esta, segundo noticiado, vinda desde a época do governo Covas,

até os dias de hoje), envolvendo 16 empresas, a maioria estrangeiras, tais

como Siemens alemã, a Alstom suiça, a Mitsui japonesa, TTrans, a

Bombardier francesa, e por aí vai. Tudo de governos do PSDB. Será porque

nenhum foi preso? Nem suas casas foram reviradas ou seus escritórios foram

vasculhados, seus computadores arrestados, será por que???

Porque o Sr. Eduardo Azeredo (PSDB de Minas Gerais), condenado em

segunda instância (TJMG), está solto (Disseram que ainda cabe recurso) e no

entanto o Sr. Marcelo Odebrecht está preso há mais de um ano, sem

condenação nenhuma???

Tortura psicológica e privação de liberdade podem se o acusado não dedar

ninguém, isso pode???

Será que é porque ele não havia concordado em fazer delação premiada

(“Espontanea”)?

Aí..., sob tortura psicológica e privação de liberdade até o sujeito

“espontaneamente” desejar, enfim, fazer Delação Premiada, é isso mesmo???

Isto por acaso não constitui tortura psicológica do detido sem sentença ???

Se não delatar ninguém ou confessar que cometeu algum crime vai ficando lá,

mofando?

Qualquer um, depois de alguns meses num cubículo minúsculo, confessa até

que crucificou Jesus Cristo. (Cadê a turma dos direitos humanos ??? Que não

vê isso?

Volto a dizer:

INFELIZMENTE FALTA VISÃO DE ESTADO AOS NOSSOS HOMENS PÚBLICOS.

5

Para ilustrar o que digo, darei alguns exemplos de noção de VISÃO DE

ESTADO:

1 - Quando terminou a II Guerra Mundial, a Siemens (Empresa alemã que

construiu os fornos crematórios para os campos de concentração

(Holocausto)) foi preservada e está operando no mercado mundial até hoje.

2 - As empresas farmacêuticas alemãs que fizeram experimentos com cobaias

humanas (Judeus), também foram preservadas e estão até hoje no mercado.

3 - Von Braun, cientista alemão, responsável pela construção das bombas VI e

VII (Mísseis), que quase destruíram Londres, não foi enforcado pelo Tribunal

de Nuremberg e sim levado pelos americanos para criar e desenvolver o

programa espacial americano.

ISTO É VISÃO DE ESTADO.

4 – A WOLKSVAGEN, recentemente apanhada numa falcatrua a nível mundial,

escamoteando e escondendo um jeitinho de parecer que os seus carros,

”apenas 11 MILHÕES deles”, poluíam muito mais que o anunciado e

permitido, pagará uma multa, mas nenhum dos seus diretores foi preso e

nem vão fechar a fábrica e nem demitir os operários.

ISTO É VISÃO DE ESTADO.

5 – Recentemente, uma grande fabricante japonesa de automóveis apanhada

mentindo e falseando dados de consumo de seus veículos também não será

fechada e nem seus diretores sequer foram para a cadeia ou um único

operário foi demitido.

ISTO É VISÃO DE ESTADO.

6 - Leonardo Di Caprio, num filme baseado em fatos reais (Agarre-me se

Puderes), interpretando um golpista, que na década de 50 falsificava cheques,

bilhetes de companhias aéreas dos EUA e que deu um baita trabalho para ser

apanhado pelo FBI, ao invés de ficar na prisão foi contratado pelo governo

6

americano para, que com sua mente criminosa, mas criativa e brilhante,

ajudasse a combater as fraudes no sistema bancário e empresarial do país.

ISTO É VISÃO DE ESTADO.

7 - Ainda nos EUA, quando apanham um ráquer que lhes está tirando o sono,

que invadiu o sistema de segurança do PENTAGONO, não os jogam na cadeia,

mas os contratam para trabalhar para o governo americano e espionar outros

países.

ISTOÉ VISÃO DE ESTADO.

8 - Os bancos e empresas de avaliação de risco americanas quando, em 2008,

fizeram, propositadamente, avaliações desonestas do mercado imobiliário

americano, para alavancarem grandes lucros fraudulentos, dando um baita

prejuízo ao povo e ao país, também não foram destruídas. Pagaram uma

multa, nada que as destruíssem e de quebra receberam do governo bilhões e

bilhões de dólares para salvar grandes e grandes bancos americanos à beira

da falência e de fato as salvou, pois do contrário haveria uma quebradeira

geral e desemprego em massa.

ISTO É VISÃO DE ESTADO.

Ao contrário de como quer o MPF do Brasil, a PGR e a Justiça Federal, que

querem impor multas BILIONÁRIAS a nossas empresas e empresários,

investigados na Lava Jato, que de fato se forem levado a cabo quebrarão

nossas melhores e maiores empresas brasileiras, cujo lugar logo será ocupado

por empresas estrangeiras, que na maioria são também corruptas.

Isto é que É FALTA DE VISÃO DE ESTADO

Lá houve a multa e um dos empresários, a nível de diretoria, pegou uma

cadeia de um a dois anos no máximo. Mas o governo dos EUA ainda liberou

depois uma “pequena “verba de 200 Bi de US$ para restabelecer a saúde

financeira destas empresas, compraram ações destas empresas e depois de

02 anos, quando elas se reequilibraram, as vendeu de volta.

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Aqui além de multas devastadoras querem dar décadas de prisão aos

dirigentes das maiores empresas do pais (Como é o caso da Odebrecht que

tinha 200.000 funcionário antes da Lava Jato e já demitiu 100.000. Fora que

ela tinha 100 subsidiárias e estava operando em mais de 70 países. Sendo que

uma das suas subsidiárias estava fabricando o casco do nosso submarino

atômico e ainda fabricava mísseis inteligentes para a Marinha Brasileira e para

a Força Aérea e ainda querem impedi-las de trabalhar em obras

governamentais e de ter financiamento do BNDES. Raciocínio bem diferente

do governo americano, não é? Sem comentários.

9 – EL Cid (Rodrigo Diaz de Vivar), o Campeador, nobre Catalão e Guerreiro,

que liderou a expulsão dos mouros da Península Ibérica no século X, em uma

batalha recebeu uma flechada no peito.

Os médicos da época lhe disseram que ele só se salvaria se a flecha fosse

retirada do peito e ele ficasse em absoluto repouso por duas semanas. Mas

ele disse ser imperioso que ele fosse para o campo de batalha no outro dia,

para liderar seus soldados contra o exército mouro.

O que os médicos disseram então que, neste caso, a flecha não deveria ser

removida, apenas cortada próxima a pele, assim as chances dele ter uma

grande hemorragia, seriam menores, mas que de qualquer forma as chances

dele sobreviver seriam muito pequenas e que ele não aguentaria ficar

montado durante toda a batalha. Ele então mandou construir da noite para o

dia uma sela especial de tal forma que mesmo que morresse continuaria

montado e na posição correta em cima do cavalo e ele foi amarrado ao

encosto da cela.

Morreu durante a batalha, mas os mouros, quando o viram comandando a

batalha, lhe atribuindo poderes sobrenaturais, se desesperaram e acabaram

perdendo a guerra.

ISTO É VISÃO DE ESTADO.

10 – Na ditadura de Vargas, a esposa do Carlos Prestes, a judia alemã Olga

Benário, grávida, foi capturada por Filinto Müller, chefe de polícia de Vargas e

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deportada para a Alemanha nazista, onde foi encaminhada para um campo

de concentração, onde foi assassinada.

Anos depois veio a eleição presidencial de 1950 e Carlos Prestes resolveu

apoiar Getúlio Vargas de público.

Seus companheiros do Partido Comunista lhe disseram:

“Você enlouqueceu? Getúlio foi quem enviou sua esposa, grávida de uma filha

sua, para morrer em um campo de concentração na Alemanha nazista, já se

esqueceu?”

O que ele respondeu:

“Claro que não, mas ainda assim Getúlio é melhor do que o outro candidato

para o Brasil, e é só por isso que vou apoiá-lo”.

ISTO É VISÃO DE ESTADO e só os grandes homens a têm.

Os exemplos acima são indubitalvelmente, Visão de Estado e patriotismo,

bem diferente do que estamos vendo aqui dentro. Aqui infelizmente não há

nada parecido, muito pelo contrário.

A LAVAJATO já desempregou MILHÕES DE BRASILEIROS, DERRUBOU O PIB

EM ALGO EM TORNO DE 3%, paralisou as obras do COMPERJ, da REFINARIA

ABREU E LIMA, em Pernambuco.

Paralisou a construção de várias ferrovias, rodovias, paralisou e está

desmontando toda a nossa indústria naval, toda a indústria bélica. Todas as

grandes construtoras brasileiras, ODEBRECHET, OAS, ANDRADE GUTIERREZ,

MENDES JUNIOR, DELTA, entre outras, estão sendo destruídas a golpes de

marreta.

Estas empresas, juntas, geram mais de um milhão de empregos diretos e

provavelmente uns 05 milhões de empregos indiretos.

Só a ODEBRECHET, que tinha 200 mil empregados, já demitiu mais de

100.000 empregados.

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É mister lembrar que a ODEBRECHET está em mais de 70 países, que tem

100 subsidiárias, sendo que uma delas está, ou estava, fabricando o

submarino atômico para a nossa Marinha, ainda fabricando misseis

inteligentes, tanto para a Marinha, quanto para a Aeronáutica.

(Armamentos essenciais para a defesa do nosso Pré-Sal e da nossa rica

Amazônia.)

Desvalorizou brutalmente o valor das nossas empresas, provocou

desvalorização cambial, alta do dólar muito além do razoável, insegurança

jurídica.

A arrecadação de impostos caiu alucinadamente.

Provocou o rebaixamento da nota de Reyt do Brasil, pelas agências

internacionais de risco, dificultando e encarecendo a captação de recursos

para o país, provocando ainda a evasão de divisas.

Desestimulou novos investimentos do empresariado.

Vem detonando a nossa maior empresa estatal, a PETROBRÁS, que só no

Pré-Sal tem 300 BILHÕES DE BARRIS DE PETRÓLEO, o dobro das reservas da

Rússia. Que, se monetizadas, instantaneamente, equivalem a A DUAS VEZES

O PIB MUNDIAL.

No nordeste tem um ditado popular que diz que :

O pau que bate em Xico também bate em Francisco, mas porque aqui só

bate no Xico ???

Não acham que está passando da hora de conduzir o processo de estancar a

corrupção de forma mais inteligente e menos lesiva ao país, sem

partidarização, de forma isenta e principalmente, de forma imparcial ???

Será que os senhores da LAVA JATO não vêm que estão matando o paciente

???

E que A DIFERENÇA ENTRE O REMÉDIO E O VENENO É A DOSAGEM ? Como

dizem os médicos.

10

Que tal observarmos estes principios ???

Como é que os senhores acham que vão entrar para a historia ???

Não é dever de ofício de um juiz julgar com isenção, imparcialidade,

equidade e senso de justiça???

Só Peço:

ACABEM COM O CARRAPATO, MAS NÃO MATEM A VACA CHAMADA

BRASIL.

O Brasil e os milhões de brasileiros agradecem.

Rio de Janeiro 18 de outubro de 2016.

Lynce Naveira

Geólogo Sênior e Cientista Político