terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Lula ladrão...

Francisco Melo



"O mais interessante é que o Brasil foi recebido por LULA, quebrado 3 vezes pelo FHC e estava com uma reserva internacional de 38 bilhões. Lula roubou tanto, mas tanto que entregou para a Dilma com uma mísera reserva de 400 bi; Lula roubou tanto, mas tanto que valorizou o real; Lula roubou tanto, mas tanto que pagou a dívida externa com o FMI; Lula roubou tanto, mas tanto que tirou 36 milhões da pobreza extrema; Lula roubou tanto, mas tanto que é reconhecido internacionalmente pelos feitos nas áreas sociais; Lula roubou tanto, mas tanto que que construiu 18 Campi Universitários.

Lula roubou tanto, mas tanto que construiu 250 cursos técnicos de formação profissional; Lula roubou tanto, mas tanto que criou 173 cursos de extensão; Lula roubou tanto, mas tanto que lançou ao mar 60 petroleiros e todos construídos no brasil gerando milhares de empregos diretos e indiretos; Lula roubou tanto, mas tanto que que a inflação saltou de 80% ao mês para 8% ao ano.

Lula roubou tanto, mas tanto que levou 800 empresas para construção do porto de Mariel, em cuba, tudo com tecnologia brasileira e 80% comandada por empresas genuinamente brasileiras; Lula roubou tanto, mas tanto que o porto de Mariel foi uma tacada de mestre nos americanos, produtos vindos da Europa para os EUA, sairá mais barato aportando em santos atravessando o brasil, nas novas linhas férreas e chegando ao porto de Mariel.

Bem mais barato e mais rápido do que ter que dar a volta em toda América do sul, genial!; Lula roubou tanto, mas tanto que doou dinheiro de suas palestras e ao mesmo tempo, investiu capital na áfrica, ele enxergou mais longe do que qualquer empresário brasileiro, afinal a Africa é o próximo país da vez e quando aqueles milhões de habitantes quiserem se vestir, comprar carro, geladeira, fogão, ar condicionado, gasolina, álcool, avião , trator, alimentos quais são as empresas que vão fornecer tudo isso à eles? quem é o melhor parceiro da África? pergunte à um africano se ele conhece o LULA!!?
Lula roubou tanto, mas tanto que o Brasil saltou da décima quinta maior economia do planeta para a sexta, ameaçando desbancar a Inglaterra; Lula roubou tanto, mas tanto que saiu do governo com 87% de aprovação; Lula roubou tanto, mas tanto que o povo da classe média passou a fazer 3 refeições por dia; Lula roubou tanto, mas tanto que que fizemos a copa das copas; Lula roubou tanto, mas tanto que pobre trocou o ônibus pelo avião; Lula roubou tanto, mas tanto que as indústrias multinacionais disputavam à tapa montar seus parques industriais aqui.

Lula roubou tanto, mas tanto que descobriu o pré-sal, que vale hoje nada mais do que 20 trilhões de dólares e produz 2 milhões de barris ao dia; Lula roubou tanto, mas tanto que revitalizou a indústria naval e criou 80.000 mil empregos; Lula roubou tanto, mas tanto que viramos credores do FMI; Lula roubou tanto, mas tanto que por causa de sua influencia internacional, suas aplaudidíssimas palestras internacionais como na OIT, começou-se a formar o BRICS consolidado-se no governo de sua excelente sucessora.

Lula roubou tanto, mas tanto que já são 40 anos de perseguição política, 890 capas pejorativas na VEJA e nenhuma prova de nada do que disseram contra ele. Inclusive a PF veio à público dizer que Lula era inocente, mas inocente mesmo são pessoas de mentes preguiçosas que sentam suas bundas gordas nos sofás dos Jornais Nacionais afim de ficarem bem informados e se esquecem que por detrás de cada apresentador, existem grupos políticos poderosos interessados em fazer o país para os mais ricos e não um país justo.

Prove que o Lula roubou, Prove que o Lula é ladrão, Prove que o Lula não presta, prove!! porque falar sem provar é crime, é tão baixo quanto tirar todos os direitos conquistados, por anos a fio, de reconstrução desse país, lave sua boca quando quiser falar mal do Lula, você que fala mal dele não representa nem um fio de cabelo do dele é tão insignificante quanto sua pouca cultura, seu pouco conhecimento, sua pouca informação do que fala, do que pensa e do que representa.

Lula roubou tanto, mas tanto que os brasileiros nem querem que ele devolva seus corações, porque Lula nos pertence, Lula pertence ao mundo. Um Mito"

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

General Villas Bôas: 'Somos um país que está à deriva'

COBERTURA ESPECIAL - CRISE MILITAR - TERRESTRE

17 de Fevereiro, 2017 - 09:00 ( Brasília )

O Comandante do Exé´recito Gen Ex Eduardo Villas Boas em fortes declarações ao jornal Valor.
Monica Gugliano
Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas de 2017, o país passa por uma das mais graves crises na segurança pública nos últimos anos. Do desgoverno no sistema prisional, onde detentos em Manaus, Boa Vista e Natal foram trucidados em brigas de facções, ao caos em Vitória, que resultou da paralisação da Polícia Militar, passando pela crescente instabilidade no Rio, a situação está tão crítica que homens das Forças Armadas têm sido necessários para manter o controle.
"Esgarçamo-nos tanto, nivelamos tanto por baixo os parâmetros do ponto de vista ético e moral, que somos um país sem um mínimo de disciplina social", afirma o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. "Somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser."
O general acompanha o cenário com preocupação. Nascido em Cruz Alta (RS) há 66 anos, 50 deles no Exército, Villas Bôas pondera que há entendimentos incorretos de que as Forças Armadas possam substituir a polícia. O Exército também está apreensivo com a reforma da Previdência, e Villas Bôas tem defendido a noção de que os militares não podem ser submetidos às mesmas regras do regime geral.
Na semana em que diversas entidades, entre elas o Ministério Público, manifestam o temor das investidas contra a Lava-Jato, o comandante defende a operação. "É a grande esperança de que se produza no país alguma mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores."
Para o general, a segurança pública no Brasil é uma calamidade. Com dados, elenca os motivos de sua angústia: hoje morrem cerca de 60 mil pessoas por ano assassinadas, cerca de 20 mil pessoas desaparecem no país por ano, 100 mulheres são estupradas por dia. A Polícia Federal estima que cerca de 80% da criminalidade seja ligada direta ou indiretamente às drogas: dos massacres aos ajustes de contas e até o pequeno roubo do celular. "O que está acontecendo? A segurança pública é de responsabilidade dos Estados, e eles estão extremamente carentes", afirma.
A seguir, os principais tópicos da entrevista que Villas Bôas concedeu ao Valor.
Segurança pública
Há entendimentos incorretos de que as Forças Armadas possam substituir a polícia. Temos características distintas. Fomos empregados na favela da Maré com efetivo de quase 3 mil homens por 14 meses. No Alemão, 18 meses. É um emprego das Forças Armadas que não soluciona o problema. Nossa ação se destina a criar condições para que outros setores do governo adotem medidas de caráter econômico-social que alterem essa realidade.
O que tem acontecido? A ideia de que, se eu emprego as Forças Armadas, o problema está resolvido. Ficou nítido na Maré, onde permanecemos por 14 meses: a operação custou R$ 1 milhão por dia, ou seja R$ 400 milhões. Quando saímos, uma semana depois tudo tinha voltado a ser como antes. Entendemos que esses empregos pontuais são inevitáveis, porque as estruturas de segurança nos Estados estão deterioradas. Nossa preocupação é que essa participação seja restrita e delimitada no tempo e no espaço, com tarefas estabelecidas e sempre com o entendimento de que não substituímos a polícia.
Emprego das Forças Armadas
A defesa não é atribuição exclusiva dos militares. É de todos os setores da sociedade que devem contribuir e participar. Nosso emprego está no artigo 142 da Constituição da Garantia da Lei e da Ordem. No entanto, nosso pessoal não tem a proteção jurídica adequada. A Justiça e o Ministério Público entendem que o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem não se trata de atividade de natureza militar e sim, policial.

Não é verdade. Quando o emprego da estrutura policial não for suficiente, se emprega outra instância, as Forças Armadas. Mas, ao não exigir que se adote o Estado de Defesa e o Estado de Sítio, a lei não nos proporciona a proteção jurídica necessária. Não queremos que o uso das Forças Armadas interfira na vida do país. Mas sofremos desgaste e risco enormes com isso. Se formos atacados e reagirmos, isso sempre será um crime doloso e seremos julgados pelo tribunal do júri.
Crise na política
Esse processo que o Brasil vem enfrentando está atingindo nossa essência e nossa identidade. Tem outro componente, que vem de processo histórico recente, das décadas de 70, 80. Até então, o país tinha identidade forte, sentido de projeto, ideologia de desenvolvimento. Perdeu isso. Hoje somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser. Por isso, o interesse público, a sociedade está tão dividida e tem Estado subordinado a interesses setoriais.

Lava-Jato
Acho importante todo esse processo que estamos vivendo em decorrência da Lava-Jato e de outras operações. A Lava-Jato é a esperança de que se produza no país mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores. Daí a importância desse protagonismo que a Justiça e o Ministério Público estão tendo. Esse processo é fundamental para o prosseguimento do país. E aí você me pergunta: o que pode acontecer se a Lava-Jato atingir a todos indiscriminadamente? Que seja. Esse é o preço que tem que se pagar. Esperamos que tenha um efeito educativo.
Intervenção militar
Interpreto o desejo daqueles que pedem intervenção militar ao fato de as Forças Armadas serem identificadas como reduto onde esses valores foram preservados. No entendimento que temos, e que talvez essa seja a diferença em relação a 1964, é que o país tem instituições funcionando. O Brasil é um país mais complexo e sofisticado do que era. Existe um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada. Não pode haver atalhos nesse caminho. A sociedade tem que buscar esse caminho, tem que aprender por si. Jamais seremos causadores de alguma instabilidade.
Narcotráfico
A Polícia Federal estima que cerca de 80% da criminalidade seja ligada direta ou indiretamente à droga. Outro aspecto: a droga é a origem de quase todos os problemas. O Amazonas já virou grande corredor de passagem de drogas. O controle dessas rotas é que está sendo disputado, inclusive nos presídios, pelas facções. Para combater isso é preciso que o governo estabeleça política antidrogas, multidisciplinar, que envolva educação, saúde, assistência social, segurança, inteligência, defesa. Também temos que estimular a integração com os países vizinhos. O Brasil que era corredor de passagem hoje é o segundo maior consumidor de drogas do mundo. O tráfico no Brasil está se organizando, se cartelizando, e aumentou sua capacidade de contaminar outras instituições do país.

Descriminalização das drogas
Há estudos abalizados que são a favor e outros, contra. A Sociedade Brasileira de Psiquiatria é contra. Temos que examinar o que aconteceu em outros lugares. Sabemos, por exemplo, que em nenhum país se obteve resultado que tenha melhorado a situação substancialmente. Temos que participar dessa discussão. O Exército é um setor da sociedade e deve participar. O protagonista, no entanto, é o Ministério da Justiça. A tarefa constitucional é dele.
Segurança nas fronteiras
Estamos otimistas com o processo de paz na Colômbia, mas preocupados. Sabemos que algumas frentes não vão aderir. Existe a possibilidade de membros das Farc se juntarem a outras estruturas de guerrilha, como a Frente de Libertação Nacional ou guerrilhas urbanas. Temos uma incerteza, que vai exigir atenção muito maior para essa área: desde que se iniciaram as conversações de paz houve aumento das áreas de plantio na Colômbia. É importante destacar que temos 17 mil km de fronteiras. Fisicamente é impossível vigiar essa área. Sabemos que o caminho é buscar na tecnologia, como o Sisfron [Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras], que é fundamental.
Eleições em 2018
A situação que estamos vivendo no país estabelece grande probabilidade de termos candidatos de caráter populista, porque a população está insatisfeita. Vemos surgir outro fenômeno - é natural que se faça um paralelo com os EUA, onde a sociedade não vê jamais as suas necessidades e o seu pensamento serem expressos por alguém. Quando surge alguém que fale coisas, mesmo que elas sejam não aceitáveis, mas que vão ao encontro daquilo que as pessoas pensam de uma maneira geral, corremos, sim, o risco de termos um candidato de caráter populista. E isso é muito preocupante.

Reforma da Previdência
No caso dos militares, a lei complementar vai estabelecer uma série de regras em relação à nossa previdência que estão em estudo, como o aumento e a adequação do tempo de serviço mínimo para a aposentadoria. O Estado deve entender que, se pretende contar com instituições a qualquer momento, em qualquer horário, de qualquer maneira, essa instituição tem que ter características especiais. Nosso contrato social nos dá prerrogativas para que possamos cumprir esse papel diferenciado. Não temos direito à sindicalização, à greve.
Ninguém aqui quer pressionar o governo, mas, se somos colocados no regime da previdência, abriremos margem para que os militares reivindiquem oito horas de trabalho. Isso vai descaracterizar e inviabilizar a profissão militar. Nós, militares, abrimos mão de alguns direitos como o FGTS, por exemplo, e, em contrapartida, a União assume as despesas com nossa inatividade. Temos estudos mostrando que se tivéssemos esse direito, a União anualmente teria que dispender R$ 24,7 bilhões.
Nosso regime previdenciário não tem sistema de proteção social. Contribuímos com 7,5% para nossa pensão e com 3,5% com saúde e assistência social. Isso corrobora que não temos regime de previdência e pressupõe planos de benefício e de custeio. Na inatividade, não temos plano de custeio e continuamos aportando. A União não nos dá nada. No caso dos demais servidores, a parcela da União pode chegar a 22%. Mas é feito um jogo de informações. Devemos tratar o assunto sem paixões. As despesas dos militares inativos estão no orçamento fiscal. Não impactam as contas da previdência. Até 2015, estavam no orçamento da Seguridade Social.


Matérias Relacionadas

Acompanhe notícias sobre a Reforma da Previdência e o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas. A discussão abriu flanco para outras análises e reações dos Comandos das Forças.

Acompanhe a Cobertura Especial Crise Militar Link

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Presidente do Banco Mundial detona governo Temer na Globo e causa saia justa entre jornalistas

19/2/2017 13:48


Jim Yong Kim também elogiou a política econômica dos governos Lula e Dilma


Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial criticou o governo Temer agora a pouco no programa Noite Total da Radio Globo & CBN,dirigido por Tania Morales.
Disse ele " É a primeira vez que vejo um governo destruir o que está dando certo. Nós do Banco Mundial, o G8 e a ONU recomendamos os programas sociais brasileiros para dezenas de países,tendo em vista os milhões de pobres brasileiros que sairam da extrema pobreza nos governos anteriores a esse.Agora a fome vai aumentar consideravelmente em 2017.Cortar programas sociais que custam tão pouco ao governo,como o Bolsa Família, é uma coisa que não tem explicação".

A saia justa dos jornalistas foi visível.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bolsonaro repreende o filho, que não votou nele: “Não vou te visitar na Papuda!”


Bolsonaro repreende o filho: “Mais ainda, compre merdas por aí. Não vou te visitar na Papuda. Se a imprensa te descobrir ai, e o que está fazendo, vão comer seu figado e o meu. Retorne imediatamente!”


Lula Marques
Jair Bolsonado é flagrado por Lula Marues

Troca de mensagem entre os deputados Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro, flagrada pelo fotógrafo Lula Marques, da Agência PT, no plenário da Câmara, no dia da eleição para a presidência da Casa, mostra que o candidato a presidente não teve nem o voto do filho. Mais do que isso, Bolsonaro repreende do filho pela sua viagem: “Mais ainda, compre merdas por aí. Não vou te visitar na Papuda”.
O deputado começa reclamando da ausência do filho na eleição. “Papel de filho da puta que você está fazendo comigo. Tens moral para falar do Renan? Irresponsável!”.
Bolsonaro demonstra, em seguida,  estar preocupado também com a viagem de Eduardo: “Se a imprensa te descobrir ai, e o que está fazendo, vão comer seu figado e o meu. Retorne imediatamente!”.
Eduardo responde ao seu pai: “Quer me dar esporro tudo bem. Vacilo foi meu. Achei que a eleição só fosse semana que vem. Me comparar com o merda do seu filho, calma lá”. O deputado havia feito uma comparação com o outro filho, Pedro.
O gabinete de Jair Bolsonaro afirma que “houve invasão da privacidade do deputado” e acrescenta que o mesmo está tomando providências contra o jornalista.

Acusações contra a cúpula da Câmara vão de corrupção a tentativa de assassinato e estupro

Quatro integrantes da Mesa Diretora e oito líderes partidários respondem a 33 inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal. Saiba quem são eles, os crimes dos quais são suspeitos e os esclarecimentos dos parlamentares
Antonio Cruz/ABr
Líder do governo, André Moura coleciona quatro inquéritos e três ações penais. Deputado atribui acusações a disputas políticas locais

Estupro, tentativa de assassinato, corrupção, lavagem de dinheiro, crimes contra a Lei de Licitações e compra de votos. Esses são apenas algumas das acusações criminais envolvendo deputados que fazem parte da nova Mesa Diretora da Câmara e das novas lideranças partidárias. Dos 11 que ocupam cargos na Mesa, cinco são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os 28 líderes, do governo e da oposição, oito têm denúncias em tramitação no STF. Responsáveis pelos acordos feitos entre o Executivo e o Legislativo e pelo comando administrativo da Casa, eles acumulam 33 inquéritos (investigação preliminar que pode resultar em processo) e ações penais (processos que podem render condenação). Juntos com os presidentes das comissões – cujos comandos ainda estão indefinidos -, eles representam a cúpula da Câmara. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco.
Os líderes com mais pendências criminais são os deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) – investigado em seis inquéritos e uma ação penal – e André Moura (PSC-SE), que ocupa a liderança do governo na Câmara. Moura responde a quatro inquéritos e três ações penais (veja mais detalhes abaixo). Uma das suspeitas é por tentativa de assassinato. Ele chegou a ser barrado pela Lei da Ficha, em 2014, devido a uma condenação por improbidade administrativa e a contas rejeitadas quando era prefeito de Pirambu (SE).
Sua gestão à frente do município sergipano deixou um rastro de complicações. As acusações contra o parlamentar vão de desvio ou utilização de bens públicos, improbidade administrativa, apropriação indébita e crime de responsabilidade. Na Lava Jato, ele é suspeito de atuar em conjunto com outros aliados de Eduardo Cunha para chantagear empresas na Câmara. Mais: um ex-prefeito, com o qual rompeu politicamente após anos de aliança, o acusa de tentativa de assassinato. O parlamentar atribui as denúncias a desavenças locais.
Bens bloqueados
Também na mira da Lava Jato, o deputado Arthur Lira (PP-AL) também é um dos líderes com maior número de processos instaurados na corte. Eleito por aclamação, Lira ocupa desde o início deste mês o cargo de líder do Partido Progressista na Câmara. O parlamentar é investigado em cinco inquéritos. Entre as denúncias estão corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e peculato. De acordo com o líder, ”os inquéritos não têm elementos que corroborem os fatos”. “Trata-se de narrativas infundadas de delatores com inimizade patente com o parlamentar. Arthur Lira está à disposição da Justiça para esclarecer o que for necessário”, ressalta nota enviada pela assessoria de imprensa do deputado. Ele e o pai, o senador Benedito de Lira (PP-AL), tiveram os bens bloqueados, no valor de R$ 10 milhões, pela Justiça e já foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República ao STF no âmbito da Lava Jato.
Já o deputado Pastor Marco Feliciano (SP), novo líder do PSC, é investigado por contratação irregular de assessores parlamentares e pela acusação de abuso sexual (estupro) feita por uma estudante de jornalismo. O caso é controverso. A jovem de 22 anos também virou alvo da Justiça após diversas contradições sobre o assunto. Responde por extorsão e denunciação caluniosa após dizer que havia sido sequestrada por um assessor do deputado em um hotel em São Paulo. A polícia chegou à conclusão de que ela mentiu em relação a esse ponto e que estava tentando levar vantagem financeira. As apurações envolvendo os dois, porém, ainda seguem.
Em relação à nova composição da Mesa, não é só o número de investigados que se mostra alarmante – quase 50% da atual formação. Outra questão fundamental é a linha sucessória do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia é um dos alvos da delação de executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato e corre o risco de entrar para a lista dos investigados no Supremo. Também é suspeito de ter recebido R$ 1 milhão em propina da OAS.
O primeiro-vice-presidente, Fábio Ramalho (PMDB-MG), e o segundo-vice-presidente, André Fufuca (PP-MA), respondem a um inquérito cada. O peemedebista é investigado no processo que apura crimes cometidos contra a administração pública. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) junto com o ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) – que ocupava o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, por ter favorecido uma empresa farmacêutica mineira. Já Fufuca, de apenas 27 anos, precisa se explicar sobre suspeita por captação ilícita de votos e corrupção eleitoral.
O quarto-secretário, deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), também está na lista dos parlamentares investigados no STF. Ele responde um inquérito e uma ação penal. As investigações contra Gouveia são por crimes contra a Lei de Licitações. “A ação diz respeito a ato de gestão praticado quando eu era presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba. A conduta investigada, como se demonstrará ao final da ação penal, não se traduziu em dolo ou má-fé, tampouco implicou dano ao erário”, explicou o deputado ao ressaltar que as contas relativas à sua gestão quando no Poder Legislativo Estadual foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.
Ainda entre os membros da Mesa, dos quatro suplentes eleitos, um tem pendências criminais. O segundo suplente, deputado César Halum (PRB-TO), é investigado no inquérito 3611 por peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva.
Na primeira versão deste texto, o Congresso em Foco publicou que o primeiro suplente, deputado Dagoberto (PDT-MS), ainda respondia como réu à ação penal 917. Entretanto, após a publicação da matéria, a assessoria de imprensa do parlamentar entrou em contato com a redação para avisar que o processo já foi arquivado no STF, informação confirmada pela reportagem. O pedetista foi absolvido por unanimidade da prática de dispensa ilegal de licitação e peculato ainda em 2016. Por isso, o nome dele foi excluído da lista abaixo. Antes da publicação, este site procurou por quatro vezes o gabinete do parlamentar para comentar a investigação, mas não houve retorno.

Veja quais são os integrantes da Mesa e os líderes que estão pendurados no STF:
Mesa Diretora:
1º Vice-Presidente: Fábio Ramalho (PMDB-MG)- Inquérito 3692 – Crime contra a Administração Pública
2º Vice-Presidente: André Fufuca (PP-MA)- Inquérito 4241 – Captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral
4º Secretário: Rômulo Gouveia (PSD-PB)- Inquérito 3736 – Crime contra a Lei de Licitações
- Ação Penal 952 – Crime contra a Lei de Licitações
Leia a íntegra da nota enviada pelo deputado:
Em resposta ao questionamento realizado pelo Congresso em Foco, em vista da Ação Penal n° 952, em trâmite no STF, teço as seguintes considerações:
1- a ação diz respeito a ato de gestão praticado quando eu era presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba:
2 – a conduta investigada, como se demonstrará ao final da ação penal, não se traduziu em dolo ou má-fé, tampouco implicou dano ao erário;
3 – ressalto que todas as contas relativas a minha gestão à frente do Poder Legislativo Estadual foram aprovadas, por unanimidade, pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba;
Portanto, aguardo confiante o pronunciamento definitivo do Supremo Tribunal Federal.”
2º Suplente: César Halum (PRB-TO)- Inquérito 3611 – Peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva

Líderes investigados:
André Moura (PSC-SE), líder do governo- Inquéritos 4327 (corrupção passiva, ocultação de bens e quadrilha), 3224 (crimes de responsabilidade e quadrilha), 3594 (crimes contra a Lei de Licitações e peculato), 3905 (homicídio simples e crime tentado)
- Ações Penais 969 (crimes de responsabilidade), 974 (quadrilha e improbidade administrativa) e 973 (crimes de responsabilidade)
José Guimarães (PT-CE), líder da minoria- Inquéritos 4259 (corrupção passiva e ocultação de bens) e 2994 (investigação penal)
Arthur Lira (PP-AL)- Inquéritos 3989 (corrupção passiva, ocultação de bens e formação de quadrilha), 3980 (corrupção passiva, quadrilha e ocultação de valores), 3996 (corrupção passiva e ocultação de bens), 3515 (ocultação de bens e corrupção passiva) e 3911 (quadrilha, peculato e ocultação de valores)
Aelton Freitas (PR-MG)- Inquérito 3844 (ocultação de bens)
Weverton Rocha (PDT-MA)- Inquéritos 3394 (peculato, corrupção passiva e ativa) e 3621 (crimes contra a Lei de Licitações)
Leia a íntegra da nota enviada pela assessoria de imprensa do deputado:
“No inquérito 3.621, que é apenas investigação, a denúncia do Ministério Público não aponta vantagem indevida do deputado na contratação de emergência para obras de um ginásio de esporte, nem indícios de superfaturamento ou prejuízo aos cofres públicos, razão pela qual o deputado tem confiança que a denúncia será rejeitada ou ele será absolvido sumariamente.
Por fim o inquérito 3.394 foi instaurado a pedido do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para provar a inexistência de contratação irregular de Organizações Não-governamentais pelo Ministério, numa resposta a uma falsa publicação feita pela revista Veja. O Ministério Público ainda não formulou opinião formal e o deputado aguarda o pedido de arquivamento por parte da PGR. Weverton apresentou ação indenizatória contra a revista.
Nos dois casos o deputado está muito tranquilo na confiança de que ficará provado que ele nunca cometeu nenhum ato ilícito, pois todos os seus atos no Executivo foram respaldados por orientação correta e competente de assessoria jurídica.”
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP)- Inquéritos 4312 (estupro) e 3646 (investigação penal)
Luis Tibé (PTdoB-MG)- Inquéritos 3500 (falsificação de documentos) e 3744 (concussão e peculato)
Leia a nota enviada pela assessoria do deputado:
“O Deputado informa que todos os esclarecimentos, já foram encaminhados ao STF, e que tem a convicção de que ambos os inquéritos serão arquivados.”
Alfredo Kaefer (PSL-PR)- Inquéritos 4347 (crimes contra a Administração Pública), 4345 (crimes contra a Ordem Tributária), 4304 (crimes contra a Ordem Tributária), 4298 (crimes falimentares), 3678 (crimes contra o patrimônio, jurisdição e competência), 3809 (crimes contra a Ordem Tributária)
- Ação Penal 892 (crimes contra o sistema financeiro e formação de quadrilha)