quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Neurocientistas confirmam que teoria de Freud está correta


Sigmund Freud: ciência comprava teoria de histeria do psicanalista. (Divulgação).
Os pacientes apresentaram diferenças na atividade cerebral quando tiveram lembranças traumáticas comparados com voluntários saudáveis em um estudo publicado na edição da revista JAMA Psychiatry do mês passado. Além de apoiar a teoria de Freud e ajudar a explicar uma das reclamações mais comuns ouvidas pelos neurologistas, a pesquisa poderia criar novas abordagens de tratamento para os pacientes cujos sintomas costumavam ser menosprezados pelos doutores no passado.
“Trata-se do primeiro artigo de que eu sou ciente que realmente mostra que eventos traumáticos prévios definitivamente podem desencadear esse tipo de resposta motora”, disse John Speed, professor de medicina e reabilitação física na Universidade de Utah em Salt Lake City, que não esteve envolvido na pesquisa. “Isso é muito estimulante”.
A pesquisa é uma das mais recentes que demonstram como dispositivos de escâner cerebral feitos por companhias como a Siemens AG, a General Electric Co. e a Royal Philips NV estão sendo usados para ajudar a desvendar sintomas neuropsiquiátricos que costumavam desconcertar os médicos.
Os cientistas utilizaram imagens de ressonâncias magnéticas (fMRI) para acompanhar mudanças no fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro enquanto se perguntava aos participantes sobre seu passado, o que produziu vistas anatômicas e funcionais dos seus cérebros.
As lembranças reprimidas foram um princípio das teorias psicológicas de Freud sobre a natureza dos processos mentais inconscientes. O neurologista austríaco, que ficou conhecido como o pai da psicanálise, usou o termo repressão para descrever a forma em que eventos emocionalmente dolorosos podiam ser bloqueados fora da consciência. Este mecanismo de autoproteção, postulou Freud, podia criar sintomas psicossomáticos rotulados “histeria” na época, em um processo atualmente conhecido como conversão.
Os casos se manifestam tipicamente em forma de uma fraqueza ou paralisia em um lado do corpo, similar a um derrame. Entre os sintomas podem ocorrer convulsões não causadas por epilepsias. Os médicos nunca descobriram uma base neurológica para a condição – os cérebros, nervos e músculos dos pacientes pareciam estar normais –, o que os leva a acreditarem que os sintomas são psicossomáticos e criam a suspeita de que os pacientes estejam inventando suas doenças, disse Richard Kanaan, professor de psiquiatria na Universidade de Melbourne e um dos autores do estudo.
“Ainda é pouco entendido, até mesmo pela maioria dos médicos”, disse Speed, que tratou mais de 200 casos. “Eu tive inúmeros pacientes que me disseram que ninguém acreditava neles, ou que lhes disseram bruscamente que estavam fingindo”.
O estudo realizado por Kanaan e seus colegas da King’s College, em Londres, envolveu 12 pacientes com desordem de conversão e 13 adultos saudáveis sem a condição.
Modelo freudiano
Sistema avançado de fMRI da Siemens. (Divulgação).
Nos pacientes com conversão, a lembrança pareceu ativar uma área do cérebro conhecida como o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, ao passo que outras lembranças – até mesmo as irritantes – em ambos os grupos de pacientes ativaram o hipocampo, uma parte do cérebro importante para a formação das lembranças.
“Trata-se, eu acho, da primeira exploração científica de algo como um modelo freudiano, que é ignorado há tempos”, disse Kanaan, em entrevista do seu escritório no Austin Hospital de Melbourne, no qual é diretor de psiquiatria.
A abordagem de Freud para tratar os pacientes com desordem de conversão consistia em desvelar o trauma suprimido mediante a psicoterapia e ajudar a relembrar e reprocessar essas lembranças para aliviar os sintomas.
Ainda que Freud não tivesse as ferramentas para explorar os mecanismos mediante os quais podia ocorrer a desordem da conversão, ele “acertou o conceito”, disse Speed. “A conversão é simplesmente uma manifestação física muito incomum e mais grave do estresse, na qual há um bloqueio de mensagens do ou para o cérebro”.
Freud está de volta
Neurocientistas descobrem que descrições biológicas do cérebro funcionam melhor se combinadas às teorias delineadas pelo pensador austríaco há um século.
Na primeira metade do século 20, as ideias de Sigmund Freud dominaram as explicações sobre o funcionamento da mente. Seu pressuposto básico era que nossas motivações permanecem em sua maior parte no inconsciente. Mais que isso, são mantidas longe da consciência, por uma força repressora. O aparato executivo da mente (o ego) rejeita iniciativas do inconsciente (o id) que estimulam comportamentos incompatíveis com nossa concepção civilizada de nós mesmos. A repressão é necessária porque esses impulsos se manifestam na forma de paixões incontroláveis, fantasias infantis e compulsões sexuais e agressivas.
Quando a repressão não funciona, dizia Freud até sua morte, em 1939, surgem as doenças mentais: fobias, ataques de pânico e obsessões. O objetivo da psicoterapia, portanto, era rastrear os sintomas neuróticos até suas raízes inconscientes e aniquilar seu poder através de sua confrontação com a análise madura e racional.
Conforme as pesquisas sobre a mente e o cérebro se sofisticaram, a partir da década de 1950, os especialistas se deram conta de que as evidências fornecidas por Freud eram bem tênues. Seu principal método de investigação não era a experimentação controlada, mas a simples observação de pacientes no cenário clínico, combinada a inferências teóricas. Os tratamentos com remédios ganharam força, e a abordagem biológica das doenças mentais deixou a psicanálise nas sombras. Se Freud estivesse vivo, é possível que até saudasse essa reviravolta.
Neurocientista muito respeitado até hoje, ele frequentemente fazia comentários como “as deficiências de nossa descrição provavelmente desapareceriam se já pudéssemos substituir os termos psicológicos por termos fisiológicos e químicos”.
Na década de 1980, os conceitos de ego e id eram considerados antiquados, mesmo em certos círculos psicanalíticos. Freud era passado. Na nova psicologia, o motivo de as pessoas deprimidas se sentirem mal não é a destruição das primeiras ligações sentimentais da infância – há um desequilíbrio nas substâncias químicas de seu cérebro. A psicofarmacologia, no entanto, não oferece uma grande teoria sobre a personalidade, as emoções e as motivações – uma nova concepção do que realmente governa o que sentimos e o que fazemos. Sem esse modelo, os neurocientistas concentraram seu trabalho em pontos específicos e deixaram de lado o quadro geral.
Esse quadro está voltando, e a surpresa é: não é muito diferente do que o delineado por Freud há um século. Ainda estamos longe de um consenso, mas um número cada vez maior de neurocientistas está chegando à mesma conclusão de Eric R. Kandel, da Universidade Columbia, o Prêmio Nobel de 2000 em fisiologia ou medicina: a psicanálise “ainda é a visão da mente mais intelectualmente satisfatória e coerente”.
Freud está de volta, e não apenas na teoria. Grupos interdisciplinares reunindo os campos antes distantes e muitas vezes contrários da neurociência e da psicanálise se formaram em praticamente todas as grandes cidades do mundo. Essas redes, por sua vez, uniram-se na Sociedade Internacional de Neuropsicanálise, que organiza um congresso anual e publica a bem-sucedida revista Neuro-Psychoanalysis. O conselho editorial da publicação, formado por uma constelação de especialistas da neurociência comportamental contemporânea – incluindo Antonio R. Damasio, Kandel, Joseph E. LeDoux, Benjamin Libet, Jaak Panksepp, Vilayanur S. Ramachandran, Daniel L. Schacter e Wolf Singer -, é o maior testemunho do renovado respeito pelas ideias de Freud.
Juntos, esses pesquisadores estão desenvolvendo o que Kandel chama de “novos parâmetros intelectuais para a psiquiatria”. Dentro desses parâmetros, a ampla organização da mente esboçada por Freud parece destinada a funcionar como a teoria da evolução de Darwin em relação à genética molecular – um modelo ao qual novos detalhes vão se ajustando. Ao mesmo tempo, neurocientistas revelam provas de algumas das teorias de Freud e desvendam os mecanismos que estão por trás dos processos mentais descritos por ele.
Motivação Inconsciente
Quando Freud introduziu a noção central de que a maioria dos processos mentais que determinam nossos pensamentos, sentimentos e desejos, acontece inconscientemente, a ideia foi rejeitada. Mas descobertas atuais confirmam a existência e o papel essencial dos processos mentais inconscientes. Um exemplo é que o comportamento de pacientes incapazes de lembrar os acontecimentos passados por causa de danos a estruturas que armazenam lembranças no cérebro é claramente influenciado pelos fatos “esquecidos”. Os neurocientistas cognitivos analisam casos assim, determinando sistemas de memória diferentes, que processam a informação “explicitamente” (conscientemente) ou “implicitamente” (inconscientemente). Freud havia dividido a memória da mesma forma.
Os neurocientistas também identificaram sistemas de memória que controlam o aprendizado emocional. Em 1996, na Universidade de Nova York, LeDoux demonstrou a existência, sob o córtex consciente, de uma via neuronal que conecta informações de percepção com estruturas primitivas do cérebro responsáveis pela geração de reações de medo. Como essa via atravessa o hipocampo – que gera memórias conscientes -, acontecimentos do presente desencadeiam lembranças emocionalmente importantes, provocando sensações conscientes que parecem irracionais, como “homens de barba me dão arrepios”.
A neurociência mostrou que as principais estruturas cerebrais essenciais para a formação de memórias conscientes não são funcionais durante os dois primeiros anos de vida, explicando o que Freud chamou de amnésia infantil. Como supôs Freud, não é que tenhamos esquecido nossas lembranças mais antigas; simplesmente não conseguimos trazê-las à consciência. Mas essa incapacidade não as impede de afetar os sentimentos e o comportamento adultos. Seria difícil encontrar um neurobiólogo que não concorde que as experiências da primeira infância, principalmente entre mãe e bebê, influenciam o padrão das conexões cerebrais de modo a moldar nossa personalidade e saúde mental futura. Apesar disso, não é possível lembrar-se dessas experiências conscientemente. Fica cada vez mais claro que boa parte de nossa atividade mental é motivada pelo inconsciente.
Repressão Justificada
Mesmo que sejamos fundamentalmente guiados por pensamentos inconscientes, isso não prova a afirmação de Freud de que reprimimos informações desagradáveis por vontade própria. No entanto, começam a se acumular estudos que apoiam essa noção. O mais famoso deles foi feito em 1994 pelo neurologista Ramachandran, da Universidade da Califórnia em San Diego, com pacientes que sofriam de “anosognosia”. Danos na região parietal direita do cérebro dessas pessoas fazem com que não percebam que possuem problemas físicos graves, como um membro paralisado. Depois de ativar artificialmente o hemisfério direito de uma paciente, Ramachandran observou que ela percebeu que seu braço esquerdo estava paralisado – e estava assim desde que ela havia sofrido um derrame, oito dias antes. Ela era capaz de reconhecer a ausência e tinha registrado inconscientemente esse fato nos oito dias anteriores, apesar de suas negativas conscientes de que houvesse algo errado.
Quando o efeito da estimulação acabou, a mulher não apenas voltou a acreditar que seu braço estava normal, mas também esqueceu a parte da entrevista em que tinha percebido que o braço estava paralisado, apesar de lembrar-se nos mínimos detalhes da conversa. Ramachandran concluiu: “A extraordinária implicação teórica dessas observações é que as lembranças realmente podem ser seletivamente reprimidas. Ver essa paciente me convenceu, pela primeira vez, da realidade do fenômeno da repressão que compõe a pedra fundamental da teoria psicanalítica clássica”.
Assim como os pacientes com o “cérebro dividido”, cujos hemisférios permanecem sem ligação entre si, os pacientes de anosognosia abstraem fatos indesejados, dando explicações plausíveis, mas inventadas, sobre ações motivadas pelo inconsciente. O hemisfério esquerdo emprega claramente os “mecanismos de defesa” freudianos, diz Ramachandran.
Fenômenos análogos também vêm sendo demonstrados em pessoas com cérebros intactos. Como disse o neuropsicólogo Martin A. Conway, da Universidade Durham, na Inglaterra, em comentário publicado na Nature em 2001, se efeitos significativos de repressão podem ser produzidos em pessoas normais num cenário inocente de laboratório, imagine só o tamanho dos efeitos produzidos pelo turbilhão emocional das situações traumáticas da vida real.
Freud foi mais além. Para ele, não somente grande parte de nossa atividade mental é inconsciente e vive em negação, mas a parte reprimida do inconsciente opera de acordo com um princípio diferente do “princípio de realidade” que governa o ego consciente. Esse tipo de pensamento inconsciente está ligado ao desejo e ignora tanto as leis da lógica quanto o tempo.
Se Freud está certo, danos a estruturas inibidoras do cérebro (a morada do ego “repressor”) liberariam formas irracionais, ligadas ao desejo, de funções mentais. É exatamente isso que se observa em pacientes com danos na região límbica frontal, que controla os aspectos essenciais da autoconsciência. Os pacientes apresentam uma síndrome conhecida como psicose de Korsakoff: não percebem que têm amnésia e preenchem as lacunas da memória com histórias inventadas, as confabulações.
A neuropsicóloga da Durham, Aikatereni Fotopoulou, estudou um paciente desse tipo em seu laboratório. O homem não conseguia se lembrar, nas sessões de 50 minutos em minha sala, durante 12 dias consecutivos, que já me conhecia e que havia se submetido a uma operação para retirar um tumor dos seus lobos frontais, o que causava a amnésia. Para ele, não havia nada de errado com sua saúde. Quando questionado sobre a cicatriz na cabeça, ele confabulava explicações absolutamente improváveis: que tinha sofrido uma cirurgia odontológica, ou uma operação de ponte de safena. Ele realmente tinha passado por esses procedimentos – anos antes.
Da mesma forma, quando questionado sobre quem eu era e o que ele fazia em meu laboratório, dizia que eu era um cirurgião dentista, um companheiro de bebida, um cliente em consulta profissional, um colega de time de um esporte que não praticava havia décadas ou um mecânico que estava consertando um de seus vários carros esporte (que ele não possuía). Seu comportamento era coerente com essas falsas crenças: ele olhava para a cerveja sobre a mesa ou para o carro através da janela.
Desejos Ocultos
O que chama a atenção nessas ideias falsas é a presença de desejo, uma impressão que Fotopoulou confirmou com a análise quantitativa de 155 das confabulações do paciente. As falsas crenças do paciente não eram aleatórias – eram geradas pelo “princípio de prazer” que, segundo Freud, é central para o inconsciente. O homem simplesmente reconstruía a realidade como queria que fosse. Observações semelhantes foram relatadas por outros pesquisadores, como Martin Conway, de Durham, e Oliver Turnbull, da Universidade de Gales. Eles são neurocientistas cognitivos, não psicanalistas, mas interpretam suas descobertas em termos freudianos, alegando, basicamente, que os danos à região límbica frontal que produzem as confabulações prejudicam os mecanismos de controle cognitivo, que são a base da monitoração normal da realidade, e libertam da inibição as influências implícitas do desejo na percepção, na memória e no julgamento.
Freud argumentava que o princípio do prazer, na verdade, exprimia impulsos primitivos, animais. Para seus contemporâneos vitorianos, a ideia de que o comportamento humano fosse no fundo governado por compulsões sem nenhum propósito mais nobre que a auto-realização carnal era simplesmente escandalosa. O escândalo se atenuou nas décadas seguintes, mas o conceito freudiano do homem como animal foi mantido em segundo plano pelos cientistas cognitivos. Agora ele está de volta.
Neurocientistas como Donald W. Pfaff, da Universidade Rockefeller, e Jaak Panksepp, da Universidade Estadual de Bowling Green, acreditam hoje que os mecanismos instintivos que regem a motivação humana são ainda mais primitivos do que imaginava Freud. Nossos sistemas básicos de controle emocional são iguais aos de nossos parentes primatas e aos de todos os mamíferos. No nível profundo da organização mental que Freud chamou de id, a anatomia e a química funcionais de nosso cérebro não são muito diferentes daquelas dos animais que vivem nos currais ou dos bichos de estimação.
No entanto, os neurocientistas modernos não aceitam a classificação freudiana da vida instintiva humana como simples dicotomia entre sexualidade e agressão. Através do estudo de lesões e do efeito de drogas, além da estimulação artificial do cérebro, eles identificaram pelo menos quatro circuitos instintivos básicos em mamíferos, sendo que alguns deles se sobrepõem. São o sistema de “recompensa” ou de “busca” (que inclui a procura de prazer); o sistema da “raiva” (que comanda a agressão raivosa, mas não a predatória); o sistema de “medo-ansiedade”; e o do “pânico” (que inclui instintos como os que comandam os impulsos maternais ou as relações sociais). Também se investiga a existência de outras forças instintivas, como um sistema de “brincadeira”. Todos esses sistemas cerebrais são regulados por neurotransmissores, substâncias químicas que carregam mensagens entre os neurônios do cérebro.
O sistema de busca, controlado pelo neurotransmissor dopamina, apresenta uma incrível semelhança com a “libido” freudiana. De acordo com Freud, os impulsos sexuais ou libidinosos são um sistema de busca de prazer que move a maioria de nossas interações com o mundo. Pesquisas recentes mostram que seu equivalente neural está diretamente envolvido em quase todas as formas de compulsão e vício. É interessante notar que as primeiras experiências de Freud com a cocaína – na maioria delas ele aplicava a droga em si mesmo – o convenceram de que a libido devia ter algum fundamento neuroquímico.
Farmácia Freudiana
Ao contrário de seus sucessores, Freud não via motivo para o antagonismo entre psicanálise e psicofarmacologia. Ele antevia com entusiasmo o dia em que a “energia do id” seria diretamente controlada por “determinadas substâncias químicas”. Os tratamentos que combinam psicoterapia com medicamentos que agem no cérebro são considerados hoje a melhor abordagem para muitos transtornos. E tecnologias de imagem mostram que a psicoterapia atua no cérebro de modo semelhante aos medicamentos.
As ideias de Freud também estão ressurgindo na ciência que trata do sono e dos sonhos. Sua teoria dos sonhos – a de que são um modo de vislumbrar os desejos inconscientes – foi desacreditada com a descoberta da correlação estreita entre o movimento rápido dos olhos (REM) e o ato de sonhar, nos anos 1950. A visão freudiana perdeu praticamente toda a credibilidade nos anos 1970, quando pesquisadores mostraram que o ciclo do sonho era controlado pela substância química acetilcolina, produzida em parte “desimportante” do tronco encefálico. O sono REM acontecia automaticamente, mais ou menos a cada 90 minutos, e era desencadeado por substâncias químicas e estruturas cerebrais que nada tinham a ver com a emoção e a motivação. Essa descoberta queria dizer que os sonhos provavelmente não tinham nenhum significado; eram simplesmente histórias concatenadas pelo cérebro para tentar refletir a atividade cortical aleatória provocada pelos acontecimentos do dia.
Estudos mais recentes vêm mostrando que o sono REM e o sonho são estados dissociáveis, controlados por mecanismos distintos, embora interajam. O sonho é produzido por uma rede de estruturas reunidas nos circuitos instintivo-motivacionais do cérebro anterior. Essa revelação deu origem a uma miríade de teorias sobre os sonhos, sendo que a maior parte delas remete a Freud.
Fibras dos Sonhos
Mais intrigante é a observação feita por mim e por outros cientistas de que os sonhos param totalmente quando determinadas fibras nas profundezas do lobo frontal se rompem – um sintoma que coincide com a redução geral do comportamento motivado. A lesão é a mesma que era deliberadamente produzida na lobotomia pré-frontal, um procedimento cirúrgico obsoleto usado para controlar alucinações. Esse tipo de operação foi substituído na década de 1960 por medicamentos que reduzem a atividade da dopamina nos mesmos sistemas cerebrais. O sistema de busca, portanto, pode ser o produtor básico dos sonhos.
Se a hipótese for confirmada, a teoria de que os sonhos estão ligados à realização dos desejos pode voltar a determinar a agenda do estudo do sono. Mas, mesmo que prevaleçam outras interpretações, todas elas demonstram que a conceituação “psicológica” dos sonhos voltou a ser cientificamente respeitável. Poucos neurocientistas ainda negam – como já fizeram sem medo – que o conteúdo dos sonhos tenha um mecanismo básico emocional.
Nem todos são entusiastas do ressurgimento dos conceitos freudianos na ciência mental. Não é fácil para a geração mais antiga de psicanalistas, por exemplo, aceitar que seus alunos e colegas mais jovens podem e devem sujeitar a sabedoria convencional a um nível totalmente novo de escrutínio biológico. Mas um número animador de cientistas mais velhos, dos dois lados do Atlântico, – comprometidos a pelo menos manter a mente aberta, como demonstram minha menção anterior aos psicanalistas eminentes que fazem parte do conselho da Neuro-Psychoanalysis e as muitas cabeças grisalhas da Sociedade Internacional de Neuropsicanálise.
Para os neurocientistas mais antigos, a resistência ao retorno das ideias psicanalíticas vem de um tempo, no início de suas carreiras, em que o edifício da teoria freudiana era praticamente indestrutível. Eles não reconhecem nem a confirmação parcial de alguns conceitos fundamentais de Freud; exigem sua completa eliminação. Nas palavras de J. Allan Hobson, um renomado psiquiatra especialista em sono da Faculdade de Medicina de Harvard, o recente interesse em Freud é nada menos que uma inútil readaptação de dados modernos a parâmetros teóricos antiquados. Mas, como disse Panksepp em entrevista de 2002 à revista Newsweek, para os neurocientistas que estão entusiasmados com a reconciliação entre neurologia e psicanálise, “não é uma questão de provar se Freud estava certo ou errado, mas de terminar o serviço”.
Se esse serviço puder ser concluído – se os “novos parâmetros intelectuais para a psiquiatria” de Kandel forem estabelecidos -, vai virar passado o tempo em que as pessoas com dificuldades emocionais tinham de escolher entre a terapia psicanalítica, que pode estar em desacordo com a medicina moderna e as drogas prescritas pela psicofarmacologia, que desvaloriza a conexão entre as substâncias químicas cerebrais que manipula e as complexas trajetórias de vida que culminam nos problemas emocionais. A psiquiatria do futuro promete oferecer aos pacientes, assistência fundamentada na compreensão integrada do que realmente governa o que sentimos e fazemos.
Quaisquer que sejam as terapias que o amanhã nos reserva, os pacientes só podem se beneficiar de um entendimento melhor de como o cérebro funciona. À medida que os neurocientistas modernos se voltam mais uma vez para as questões profundas da psicologia humana que tanto preocuparam Freud, é gratificante perceber que podemos construir sobre os alicerces que ele edificou, em vez de começar do zero. Mesmo que identifiquemos os pontos fracos das teorias de Freud e corrijamos, revisemos e completemos seu trabalho, é maravilhoso ter o privilégio de terminar o serviço.
Fonte: Viver Mente

Zygmunt Bauman: vivemos o fim do futuro

21fev
2014

por Luís Antônio Giron/Época

Universitat Oberta de Catalunya
"Para mudar o mundo, os jovens precisam trocar
o mundo virtual pelo real" - Zygmunt Bauman
Esta semana (16), o Fronteiras do Pensamento divulgou uma fala de Edgar Morin em que o filósofo francês argumenta que estamos vivendo o fim do futuro. Para Morin, a sociedade percebeu a ambivalência da ciência, da razão, da técnica e da economia e perdeu a crença nestes enquanto guias da humanidade: "A crise do futuro, a crise do progresso. A perda do futuro é muito grave porque, quando se perde a esperança no futuro surge uma sensação de angústia e de neurose", afirma Morin. 

A revista Época publicou, também esta semana (19), uma entrevista exclusiva com o filósofo polonês Zygmunt Bauman. Na conversa com o editor de cultura da Época, Luís Antônio Giron, Bauman, considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização, fala sobre como a vida, a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20 anos.

As instituições políticas perderam representatividade porque sofrem com um “deficit perpétuo de poder”. Na cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda, entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma. Leia a entrevista abaixo ou confira no site da Época. Ao final do texto, acrescentamos a entrevista exclusiva que Bauman concedeu a Fernando Schüler e Mário Mazzilli, na Inglaterra, para o Fronteiras do Pensamento.


Veja também:
Edgar Morin: a perda do futuro e a necessidade de identidade
Leia mais perguntas a Bauman na Época: "A cultura é um campo de batalha e um parque de diversões"
Assista à conferência de Mario Vargas Llosa no FronteirasA civilização do espetáculo





Entrevista Zygmunt Bauman: "Vivemos o fim do futuro"

por Luís Antônio Giron para Época (19/02/2014)



Época: De acordo com sua análise, as pessoas vivem um senso de desorientação. Perdemos a fé em nós mesmos?

Zygmunt Bauman: 
Ainda que a proclamação do “fim da história” de Francis Fukuyama não faça sentido (a história terminará com a espécie humana, e não num momento anterior), podemos falar legitimamente do “fim do futuro”. Vivemos o fim do futuro. Durante toda a era moderna, nossos ancestrais agiram e viveram voltados para a direção do futuro. Eles avaliaram a virtude de suas realizações pela crescente (genuína ou suposta) proximidade de uma linha final, o modelo da sociedade que queriam estabelecer. A visão do futuro guiava o presente. Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro. Fomos repelidos pelos atalhos do dia de hoje. Estamos mais descuidados, ignorantes e negligentes quanto ao que virá.

Época: Segundo o senhor, a decadência da política acontece desde o século passado. A situação piorou agora?  

Zygmunt Bauman: 
A decadência da política é causada e reforçada pela crise da agenda política. As instituições amarram o poder de resolver os problemas à política. Ela seria capaz de decidir que coisas precisariam ser feitas. Nossos antepassados conceberam uma ordem que dependia dos serviços do Estado-nação. Mas essa ordem não é mais adequada aos desafios postulados pela contínua globalização de nossa interdependência. Com a separação do poder e da política, a gente se encontra na dupla situação de poderes livres do controle político e da política que sofre o deficit perpétuo do poder. Daí a crise de confiança nas instituições políticas, uma vez que a política investiu nos parlamentos e nos partidos para construir a democracia como atualmente a compreendemos. Mais e mais pessoas duvidam que os políticos sejam capazes de cumprir suas promessas. Assim, elas procuram desesperadamente veículos alternativos de decisão coletiva e ação, apesar de, até agora, isso não ter representado uma alteração efetiva.
Época: As redes sociais aumentaram sua força na internet como ferramentas eficazes de mobilização. Como o senhor analisa o surgimento de uma sociedade em rede?

Zygmunt Bauman: Redes, você sabe, são interligadas, mas também descosturadas e remendadas por meio de conexões e desconexões... As redes sociais eram atividades de difícil implementação entre as comunidades do passado. De algum modo, elas continuam assim dentro do mundo off-line. No mundo interligado, porém, as interações sociais ganharam a aparência de brinquedo de crianças rápidas. Não parece haver esforço na parcela on-line, virtual, de nossa experiência de vida. Hoje, assistimos à tendência de adaptar nossas interações na vida real (off-line), como se imitássemos o padrão de conforto que experimentamos quando estamos no mundo on-line da internet.

Época: Os jovens podem mudar e salvar o mundo? Ou nem os jovens podem fazer algo para alterar a história?

Zygmunt Bauman: Sou tudo, menos desesperançoso. Confio que os jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação e da determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.

Época: Como o senhor vê a nova onda de protestos na Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos e na América Latina, que aumentou nos últimos anos?


Zygmunt Bauman: Se Marx e Engels escrevessem o Manifesto Comunista hoje, teriam de substituir a célebre frase inicial – “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo” – pela seguinte: “Um espectro ronda o planeta – o espectro da indignação”. Esse novo espectro comprova a novidade de nossa situação em relação ao ano de 1848, quando Marx e Engels publicaram o Manifesto. Faltam-nos precedentes históricos para aprender com os protestos de massa e seguir adiante. Ainda estamos tateando no escuro.




Universitat Oberta de CatalunyaÉpoca: O senhor afirma que as elites adotaram uma atitude de máximo de tolerância com o mínimo de seletividade. Qual a razão dessa atitude?

Zygmunt Bauman: Em relação ao domínio das escolhas culturais, a resposta é que não há mais autoconfiança quanto ao valor intrínseco das ofertas culturais disponíveis. Ao mesmo tempo, as elites renunciaram às ambições passadas, de empreender uma missão iluminadora da cultura. A elite deixou de ser o mecenas da cultura. Hoje, as elites medem sua superioridade cultural pela capacidade de devorar tudo.

Época: Essa diluição dos valores explica por que artistas como Damian Hirst e Jeff Koons buscam mais fama do que reconhecimento artístico?

Zygmunt Bauman: Prefiro não generalizar sobre esse tema. Os artistas, suas performances e produtos são hoje em dia muitos e diferentes, e os veredictos apressados são equivocados. Pessoalmente, detesto e me aborreço com os Damiens Hirsts, Jeff Koons e similares. Mas eles são ostensivamente sustentados pelas correntes e modas guiadas pelo mercado. Os mercados usurparam o mecenato das artes das igrejas e dos Estados. Por isso, o meio é realmente a mensagem da arte contemporânea.

Época: Como diz o crítico George Steiner, os produtos culturais hoje visam ao máximo impacto e à obsolescência instantânea. Há uma saída para salvar a arte como uma experiência humana importante?
Zygmunt Bauman: Bem, esses produtos se comportam como o resto do mercado. Voltam-se para as vendas de produtos na sociedade dos consumidores. Uma vez que a busca pelo lucro continua a ser o motor mais importante da economia, há pouca oportunidade para que os objetos de arte cessem de obedecer à sentença de Steiner...

Época: O senhor diz que a cultura se tornou dependente da moda. Por que isso ocorre?

Zygmunt Bauman: Modas vêm e vão e são tão velhas quanto a cultura, tão antigas quanto o homo sapiens... O que a fez tão espetacularmente presente em nossa vida diária é o impacto combinado da comunicação digital em tempo real e da produção em massa com a associação entre butiques de alta-costura e grandes redes de lojas. As manifestações culturais e artísticas são arrastadas pelo motor da moda.

Época: A moda pode dar sentido à vida das pessoas?

Zygmunt Bauman: A moda tem seus usos e uma demanda enorme e crescente. Ela fornece um modelo para a constante troca de identidades de nosso mundo. Funciona também como antídoto contra o horror de falhar num mundo em alta velocidade e contra o resultante abandono e degradação social. Não há nada de inútil na moda. Pelo contrário, é uma necessidade num mundo de flutuação e desorientação.

Época: Seus livros parecem pessimistas, talvez porque abram demais os olhos dos leitores. O senhor é pessimista? Ou busca a alegria de alguma forma, apesar de todos os problemas?

Zygmunt Bauman: A meu ver, os otimistas acreditam que este mundo é o melhor possível, ao passo que os pessimistas suspeitam que os otimistas podem estar certos... Mas acredito que essa classificação binária de atitudes não é exaustiva. Existe uma terceira categoria: pessoas com esperança. Eu me coloco nessa terceira categoria. De outra forma, não veria sentido em falar e escrever...



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Diálogos com Zygmunt Bauman: democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade e outros tópicos são analisados por Bauman em entrevista exclusiva concedida a Fernando Schüler e Mário Mazzilli

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Facebook comprou o WhatsApp







Amigos, o que é proveitoso deixa rastro...


Ontem, fui com um grupo de colegas da Secretaria de Comunicação Social fazer uma reciclagem, e porque não dizer, aprender coisas novas e úteis com Cassio Politi, diretor de Content Marketing da Tracto, no Rio.
Aproveito este espaço para agradecer a secretária Michelli Reis por essa oportunidade e caminho de aprimoramento, assim como postar essa novidade divulgada no Blog da Tracto.
Oberg



Por que o Facebook comprou o WhatsApp?

Facebook e Whatsapp juntos
O Facebook comprou nesta semana o aplicativo de mensagens por dispositivos móveis WhatsApp por US$ 19 bilhões. O pagamento foi fatiado assim: US$ 4 bilhões em dinheiro; US$ 12 bilhões em ações do Facebook; US$ 3 bilhões para serem divididos por fundadores … Leia mais 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SAAE de Casimiro de Abreu identifica falha na medição do consumo de água e as contas emitidas serão recalculadas




Autarquia fará a releitura de todas as faturas processadas no mês de fevereiro

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Casimiro de Abreu – SAAE detectou esta semana uma distorção no sistema de computação que mede o consumo de água. A falha fez com que muitas contas emitidas no mês de fevereiro tivessem seus valores alterados. A informação foi dada pelo presidente da entidade, Eliezer Crispim, que afirmou que a progressão geométrica do consumo estava fora do padrão estabelecido. Segundo ele, essas faturas, com pagamento previsto para inicio de março, serão canceladas e o valor, eventualmente já pago pelos consumidores, será estornado na próxima conta.

O presidente do SAAE informou também que aqueles que ainda não pagaram a última fatura poderão requisitar uma nova conta na sede da instituição, desde que apresentem a anterior, ou aguardar a visita do funcionário do SAAE, que fará a troca da conta com os valores corrigidos e o prazo de pagamento prorrogado. “Vamos emitir novas contas para equacionar a distorção, mas os consumidores podem, também, comparecer ao SAAE, a partir do dia 24 de fevereiro e requisitar uma nova fatura com os valores já modificados, se for o caso”, declarou Eliezer, enfatizando que os moradores podem ficar tranquilos, já que todas as contas emitidas serão revistas pela autarquia.

O presidente do SAAE destacou que os moradores com consumo mínimo de água não foram afetados pela aferição equivocada. “Vamos divulgar no site da Prefeitura as questões que detectamos junto com a tabela especifica de consumo de cada tipo de cliente.”, informou.

TARIFA SOCIAL – Uma novidade apresentada pelo SAAE este ano é a Tarifa Social, destinada a pessoas com baixo poder aquisitivo. Para receber o benefício, o morador deve estar inscrito em programas sociais dos governos Federal, Estadual ou Municipal e consumir até 10 mil litros de água por mês.  O cadastro deve ser feito na Secretaria Municipal de Assistência Social. A Tarifa Social oferece desconto de 28% sobre o valor da menor tarifa cobrada atualmente pela autarquia, reduzindo a conta de R$ 18,90 (relativo ao consumo de até 10 mil litros/mês) para R$ 13,60.

O SAAE também fará a reclassificação da tarifa dos estabelecimentos comerciais ligados à área de serviços, igrejas e entidades filantrópicas. Mais informações pelo telefone (22) 2778-1581 ou na sede do SAAE, localizada na Rua Pastor Luiz Laurentino, 109, Centro.

SAAE anuncia novos investimentos - Para oferecer mais qualidade nos serviços e uma oferta maior de água à população, o SAAE está realizando uma série de novos investimentos. Isso fez com que a realidade do abastecimento de água em Casimiro já se apresentasse diferente neste verão. “Dobramos o abastecimento de água na cidade, passando de 42 litros por segundo para 70 litros por segundo, com as mudanças feitas na Estação de Tratamento. E a água, que sempre faltou nessa época do ano, nesse verão, foi regular”, explicou o presidente do SAAE.

O presidente do SAAE contou que até o final deste ano, as três estações de tratamento de água de Casimiro serão ampliadas. Na sede do município, por exemplo, a capacidade de tratamento subirá de 40 litros para 90 litros por segundo. Em Rio Dourado e Professor Souza a capacidade de tratamento passará de 10 litros para 20 litros por segundo. Nessas duas últimas localidades também serão construídos novos reservatórios de água, aumentando de 75 mil litros para 150 mil litros a capacidade de armazenamento da água. Além disso, dois novos reservatórios também serão construídos na sede, passando de 350 mil litros para 1 milhão  e 350 mil litros. “Estamos realizando investimentos de cerca de 4,5 milhões para melhorar o nosso abastecimento de água”, comentou.

Eliezer informou que haverá, ainda, a modernização da rede de distribuição, além de investimentos na qualificação dos funcionários do SAAE. “Todos esses investimentos levaram o SAAE a realizar a atualização tarifária nas contas de água, visto que os recursos próprios da instituição não possibilitavam investimentos necessários que atendessem a demanda qualitativa da instituição, colocando em risco a capacidade operacional do SAAE”, justificou o presidente. 

Publicado em 19/2/2014
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Uma homenagem à devolução...

Iracema Monteiro comanda Roda de Samba na Casa de Cultura nesta sexta-feira


Já acostumada aos holofotes, a carioca Iracema Monteiro faz parte do seleto grupo de mulheres do Samba. Tendo comandado com maestria rodas de Samba no Rio e em São Paulo, agora, Iracema terá como missão agradar os casimirenses na próxima sexta-feira, dia 21, a partir das 23 horas, na Casa de Cultura Estação Casimiro de Abreu.
Com o repertório que passa por bambas do estilo como D. Ivone Lara, Nelson do Cavaquinho, Beth Carvalho e chega a nova geração com Marisa Monte, Fundo de Quintal e Zeca Pagodinho, a artista volta à cidade depois de tocar no Dia do Samba, na biblioteca Carlos Drummond de Andrade, em dezembro do ano passado. "Depois do show da Iracema em Barra recebemos muitos pedidos que ela voltasse ao município no projeto Verão Cultural com o grupo 2x4. Temos certeza que o sucesso se repetirá aqui em Casimiro também", comentou o presidente da Fundação Cultural, Gustavo Marchiori.
CASA DE CULTURA PARA TODOS OS PÚBLICOS – A partir das 21 horas, pouco antes do início da Roda de Samba com Iracema Monteiro e o grupo 2x4, haverá o lançamento do livro de memórias “Confissões descontínua de uma mente confusa”, do professor e poeta Fábio Rodrigo Penna. Para a diretora do espaço, Soraia Cardoso, é uma honra receber dois eventos tão importantes mesmo dia. “A Casa de Cultura, mais uma vez, cumpre seu papel de lugar que acolhe e difunde a cultura municipal”, afirmou.

Publicado em 20/2/2014
 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Um pronunciamento importante

Publicado em 19/02/2014 O presidente do Sistema Autônomo de Água e Esgoto - SAAE de Casimiro de Abreu, Eliezer Crispim, explica a solução sobre a falha no sistema de leitura das contas de água, sob responsabilidade da Autarquia. Na oportunidade, também anuncia diversas melhorias e investimentos.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Barra de São João será palco do Campeonato Carioca de Beach Soccer



Evento acontece entre os dias 19 a 23 de fevereiro na arena montada no Praião. Final terá transmissão ao vivo do canal Sportv

  O distrito de Barra de São João, em Casimiro de Abreu, será palco dos principais clubes do Estado do Rio de Janeiro para a disputa do Campeonato Carioca de Beach Soccer. Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense estarão na competição juntamente com as equipes de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Búzios, Cabofriense e Prado Júnior, entre os dias 19 e 23 de fevereiro, na arena montada no Praião. O evento faz parte da programação do Projeto Verão Serra & Mar realizado pela Prefeitura de Casimiro de Abreu, em parceria com a Federação de Beach Soccer do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da CBF.

As oito equipes serão divididas em dois grupos e apenas os dois melhores seguem, passando às semifinais, que serão disputadas no sábado, dia 22. A decisão será no domingo, dia 23, às 15horas, com transmissão ao vivo pelo canal SporTV para todo o país. Todos os jogos do campeonato serão transmitidos ao vivo pelo site da FEBSERJ (www.novafebserj.com.br).

Motivação extra para os participantes será a premiação, a mais alta já oferecida em torneios oficiais de clubes no país, num total de R$ 20 mil, além dos prêmios individuais para Revelação, Melhor Goleiro, Artilheiro e Melhor Jogador. Nomes como Jorginho, Bueno, Betinho, Sidney, Mauricinho, Cesinha e Leandro Fanta, todos da Seleção Brasileira, são alguns dos astros já confirmados, que vão em busca do título de campeão Carioca de 2014.

FORMA DE DISPUTA - As equipes serão divididas em dois grupos de quatro times, onde jogarão entre si em três rodadas e apenas dois clubes se classificarão às semifinais da competição. No Grupo A estão os times Vasco, Flamengo, Búzios e Cabofriense. No Grupo B estão as equipes do Fluminense, Botafogo, Prado Júnior e Casimiro de Abreu. A fase preliminar começa na quarta-feira, dia 19, e vai até sexta-feira, dia 21, quando serão conhecidos os dois primeiros colocados de cada grupo. No sábado, dia 22, serão disputadas as semifinais e no domingo, 23, a grande final pelos vencedores e a disputa do terceiro lugar pelos perdedores.

TABELA

1ª rodada (19/02)
Vasco x Búzios – 17h
Fluminense x Prado Júnior – 18h15
Botafogo x Casimiro de Abreu – 19h30
Flamengo x Cabofriense – 20h45
2ª rodada (20/02)
Fluminense x Casimiro de Abreu – 17h
Flamengo x Búzios – 18h15
Botafogo x Prado Júnior – 19h30
Vasco x Cabofriense – 20h45 
3ª rodada (21/02)
Búzios x Cabofriense – 17h
Botafogo x Fluminense -18h15
Casimiro de Abreu x Prado Júnior – 19h30
Flamengo x Vasco – 20h45
Semifinal (22/02)
1º Grupo A x 2º Grupo B (semifinal 1) – 19h30
1º Grupo B x 2º Grupo A (semifinal 2) – 20h45

Final (23/02)
Vencedor semifinal 1 x Vencedor semifinal 2 (SporTV3) – 15h

Publicado em 14/2/2014
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Show de Frejat é a atração deste sábado em Casimiro de Abreu


Apresentação acontece às 23 horas na Praça Feliciano Sodré, no Centro

A Prefeitura de Casimiro de Abreu apresenta uma grande atração musical, neste sábado, 15, dando prosseguimento ao Projeto Verão Serra & Mar 2014, o show do cantor e compositor Frejat. A apresentação gratuita acontece às 23 horas na Praça Feliciano Sodré, no Centro.
O cantor faz o show “O Amor é Quente”. Frejat, um dos fundadores da banda Barão Vermelho, traz no repertório seus sucessos mais recentes como “A Felicidade Bate à sua Porta”, “Nada Além”, “Dois Lados”, “O Amor é Quente” e “Me Perdoa”, sempre lembradas pelo público. Esta será a segunda vez que o cantor se apresenta no município. Em 2012, Frejat emocionou o público no distrito de Barra de São João cantando para mais de 20 mil pessoas e interagindo com a plateia. Desta vez ele retorna à 'Terra do Poeta' prometendo agitar o público presente e colocar todos para dançar. “Frejat é um artista de grande sucesso e com um repertório popular. Acredito que a população vai aproveitar o show e curtir mais esta atração do Projeto Verão”, disse Oscar Pires Júnior, secretário de Turismo e Eventos.
VERÃO CULTURAL - Nesta sexta-feira, no distrito de Barra de São João, a Fundação Cultural promove o show com a cantora Amanda Amado, ex-participante do programa The Voice Brasil. A apresentação será às 23 horas  na Praça As Primaveras. O Grupo Kaentrenós também sobe ao palco neste dia. Os shows são gratuitos à população.
Encerrando a programação musical do Projeto Verão Serra & Mar, no próximo dia 22 terá apresentação do G.R.E.S. Portela, às 23 horas, na Praça Feliciano Sodré, no Centro. No domingo, dia 23, o trio elétrico com a Banda Me Puxa animará os foliões com o pré-carnaval em Barra de São João, a partir das 16 horas.

Publicado em 12/2/2014
 

Nietzsche - Acessível na visão de Viviane Mosé

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Projeto cultural incentiva a prática da leitura em Casimiro de Abreu



Com a finalidade de democratizar o acesso à cultura, por meio do estímulo à leitura entre crianças e jovens, o município de Casimiro de Abreu recebe essa semana o projeto itinerante denominado “Mais leitura; Ler é o maior barato”, um convênio do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a Secretaria Municipal de Educação. O estande do projeto está localizado na Praça Feliciano Sodré, em frente à Igreja Católica até sexta-feira, dia 14, das 9 às 18 horas.
No local as pessoas poderão adquirir livros de diferentes modalidades, como poesias, histórias infantis, romance, contos, ficção,entre outros, a preços populares, que variam de R$ 2 a R$ 4 reais. De acordo com o assistente de vendas do projeto, Leandro Borges, apenas nesta segunda-feira, dia 10, foram vendidos em Casimiro de Abreu 622 livros. "Isso projeta uma venda total de 1.500 exemplares até sexta-feira”, estimou ele.
O projeto começou há cerca de 1 ano e foi implantado inicialmente no Rio de Janeiro nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O objetivo é dar mais acesso à leitura a jovens e crianças de baixa renda que não possuem condições financeiras para adquirir livros. Para a subsecretária de Educação, Gracenir Oliveira, esse projeto é importante para aproximar a comunidade da cultura, despertando nela o prazer pela leitura. “Preços acessíveis proporcionam às pessoas a possibilidade de adquirir livros de temas variados, o que estimula ainda mais o gosto pela leitura.”, comentou a subsecretária. Somente em 2014 já foram contemplados pelo Mais Leitura seis município em todo o Estado.
HÁBITO DE LEITURA - Quem visitou o estande do projeto nesta segunda-feira, dia 10, foi o estudante do Centro Educacional Batista, Rodrigo Torres. Aos 7 anos, ele já tem o hábito da leitura. ”Ele está sempre lendo e isso, sem dúvida, colabora com o desenvolvimento dele em todos os sentidos”,afirmou o pai orgulhoso, o comerciante Rogério Berbert.

Publicado em 11/2/2014
  

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Duplicação da BR - 101 será feita com alterações propostas por Casimiro de Abreu



Prefeito Antônio Marcos comemora e diz que as mudanças conquistadas evitarão grandes transtornos à população local

A população de Casimiro de Abreu recebeu uma boa notícia nesta quinta-feira, 6, sobre a duplicação da BR-101, no trecho que compreende o município. A informação foi apresentada durante uma reunião participativa realizada pela Prefeitura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no Pavilhão de Esportes, na Praça Feliciano Sodré. Na reunião, a ANTT apresentou os projetos dos cinco novos trevos previstos para o trecho de cerca de 30 quilômetros da rodovia que passa por Casimiro de Abreu. As alterações do projeto inicial foram uma reivindicação da administração municipal e da comunidade local.
“Desde que tomamos conhecimento desse projeto, em 2009, eu e minha equipe técnica, em parceria com o Legislativo, buscamos propor modificações ao projeto original de duplicação da via, já que este iria trazer muitos transtornos à nossa população”, explicou Antônio Marcos durante a apresentação da ANTT.

Na opinião do prefeito, as mudanças inseridas no projeto original representam uma grande vitória do município. “Espero que a população fique satisfeita com as alterações que conquistamos, que são resultado de muitas conversas e argumentações junto à ANTT e à Concessionária Autopista Fluminense, que compreenderam essa necessidade”, destacou. O prefeito lembrou ainda que com a retirada do viaduto na RJ-142, uma reivindicação do Município, evitou-se as desapropriações de vários comércios e prestadores de serviços. “Também não podemos esquecer que no projeto original o acesso ao Bairro Industrial só poderia ser feito por meio do retorno em Rio Dourado e com as mudanças que fizemos a população daquela área vai poder transitar da mesma forma que é hoje”, comemorou Antônio Marcos.

PROJETO ORIGINAL - O projeto original da duplicação para esta região, previsto no Programa de Exploração da Rodovia (PER), continha duas interseções – uma no km 190,6 (entroncamento da rodovia com a RJ-162, no acesso a Rio Dourado), com obras já em execução, e outra no km 206,1 (entroncamento da rodovia com a RJ-142, no acesso à região serrana). A partir de solicitações do município, a Agência definiu a construção de cinco trevos e substituiu o trevo do km 206,1 por um elevado no perímetro urbano.

REUNIÃO PARTICIPATIVA: A reunião também contou com a presença do vice-prefeito Zedequias da Costa, do presidente da Câmara Municipal, Alessandro Macabu Araújo (Pezão), do procurador-geral da República do Ministério Público de Macaé, Flávio Reis, dos vereadores Ademilson Amaral da Silva (Bitó), Odino Miranda, Luiz Robinson da Silva Junior (Juninho Piquira), Lázaro Santos Mangifeste e João Medeiros, secretários municipais, entre outras autoridades, além da população local. A Autopista Fluminense foi representada pelo superintendente Odílio Ferreira e a ANTT, pelo coordenador de infraestrutura, Carlos Frederico Peixoto.
Publicado em 7/2/2014