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Delegado da PF é preso por vazar áudios de investigados para a mídia, e Moro quando será preso?

9/4/2017 18:27


Exilado na Suíça, o ex-deputado foi sentenciado a prisão por não comparecer às audiências, marcadas pela justiça brasileira, para saber a situação referente à sua pena alternativa, que estipulava prestação de serviços à comunidade – fruto da condenação anterior, feita em 2010 – pelo acusação de vazamento de documentos sigilosos durante a operação Satiagraha.
Em poder de documentos e escutas telefônicas sigilosas, o ex-delegado da PF, teria vazado informações sobre a condução da operação para a imprensa. Por conta disso, Protógenes foi indiciado em 2009, afastado da operação, e, em 2010, sentenciado pela justiça paulista por violação de sigilo funcional, o que seria, mais precisamente: vazamento de informações sigilosas.

O modus operandi é o mesmo estamos vendo na operação golpista “Lava Jato”, vazamentos seletivos para a imprensa de conteúdos obtidos, na sua maioria, de modo ilegal, usados como instrumentos de pressão e perseguição política, principalmente contra os opositores do regime golpista; o PT, em primeiro lugar.

O que a Justiça tomou por crime, no caso do ex-delegado, agora, na era do juiz fascista Sérgio Moro, é considerado um ato heróico e justificável, frente a pretensa luta contra a corrupção, mostrando que quem decide o que é crime ou não, são os próprios juízes e não um conjunto de leis pré estabelecidas.

Moro, que comete os mesmo crimes, está, porém, em oposição a situação do ex-delegado, sendo ele mesmo juiz, tem o aval para encarcerar quem quer que seja, basta não estar disposto a “contribuir”, transformando qualquer um em inimigo político ou em um verdadeiro preso político. Autorizou ilegalmente a escuta, gravação e divulgação de conversas telefônicas entre a presidenta da República, Dilma Rousseff e o ex-presidente, Luís Inácio Lula da SIlva.

A pergunta é: Por quê Moro não vai preso?

O conjunto do Poder Judiciário brasileiro faz parte do golpe e Moro é seu instrumento. Só derrotando o golpe, através de um movimento amplo, podemos retirar os elementos golpistas do controle das esferas do Estado.

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